Que assim seja!

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Roberto Drumond - Editor chefe do Jornal Ouvidor.

Robinho foi para a cadeia ontem! Seu crime: estupro cometido na Itália. Daniel Alves continua preso na Espanha pelo mesmo tipo de crime cometido, também em uma boate em Barcelona. Acho justas essas prisões, afinal esse tipo de crime deve ser punido exemplarmente e nada como essas duas figuras de projeção internacional para dar o devido destaque ao caso. Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, também foi condenado a pagar uma indenização milionária pelo mesmo crime.

Foi notícia no Ouvidor

São exemplos de que a Justiça tem feito para demonstrar a esses “poderosos” homens, que o respeito pela mulher deve fazer parte da condição de sermos civilizados. Tenho de lamentar apenas que anônimos estupradores em todo o mundo continuam soltos nas ruas sem que a polícia sequer os importune. Claro que existem exceções, mas muitas mulheres simples, sem recursos e sem informações acham até mesmo que submeter-se à violência de um homem é parte da relação social, o seu destino em algumas culturas.

Tivemos essa semana um exemplo disso. A mulher que passou três anos trancada em casa submetida aos caprichos do marido ciumento. O que a salvou foi a atenção dos vizinhos que deram falta da imagem da dona de casa e chamaram a polícia. O marido ciumento não poupava nem o filho, de um ano.

Robinho e Daniel Alves, cada um em sua penitenciária, vão viver situações bem diferentes. Certamente se estudarem ou trabalhar poderão ter seu tempo de cadeia reduzido e, certamente haverá alguns times de futebol dispostos a contratá-los, como aconteceu com o goleiro Bruno que trabalhava em um time em Minas Gerais depois de ser condenado pelo assassinato da ex-mulher.

Mas o que se fala das vítimas dos anônimos estupradores? Será que elas, na região onde moram, conseguem manter o mesmo anonimato como as vítimas desses poderosos? Será que recebem significativas indenizações pagas por seus algozes? Certamente que não porque, além do apoio psicológico e a atenção de saúde, pouco se sabe o que acontece com elas.

A Justiça tem sido positiva quando condena pessoas do porte desses atletas ou do nível do ex-presidente americano por crimes sexuais, eles se tornam exemplos através dos quais se pretende alertar outros homens, poderosos ou não, para os riscos de se deixar levar por seus instintos mais primitivos. Mas é preciso que se enobreça as mulheres que, conscientes de seus direitos, se mostrem dispostas a não se submeter mais a toda e qualquer forma de desrespeito por parte dos homens e que tenham, da sociedade, o reconhecimento por sua coragem.

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