Resgate 2

por Roberto Drumond

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Roberto Drumond - Editor chefe do Jornal Ouvidor.

Resgate – Na semana passada escrevi nesse espaço sobre a necessidade do Brasil resgatar os símbolos nacionais, especialmente as cores e as bandeiras que foram utilizadas na campanha eleitoral como símbolos partidários.

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Essa semana, para nossa alegria, voltamos a encontrar as cores nacionais enfeitando bares, restaurantes, lojas e residências em franca alusão à Copa onde o Brasil pretende chegar ao tão sonhado hexa, o sexto título de campeão mundial no futebol.

Vi também que camisas da seleção estão sendo usadas por crianças e adultos, sendo objeto de desejo de pessoas de todas as camadas sociais. Mas nisso tudo, há um fator intrigante: Um amigo, comerciante de material esportivo, me confidenciou que as camisas com o número 10, com o nome de Neymar estão sendo rejeitadas. Me pergunto porquê e arrisco um palpite: a sua participação na campanha política.

Outro amigo, me diz que a questão passa por uma eventual dívida para com a Receita Federal. Dívida essa que teria sido a causa de sua declaração de apoio ao Presidente Bolsonaro. Neymar como milhões de brasileiros declarou o seu voto e tendo o feito, espontaneamente ou não, deve ter influenciado muitos outros eleitores a compartilhar de sua opção. Por que razão então estaria tendo o seu número que também foi de Pelé e Romário rejeitado no comércio?

Logo depois do jogo de quinta-feira passada, ao se retirar do campo lesionado, um comentarista disse que o jogador estava chorando e, minutos depois o mundo o viu de cabeça enfiada na camisa, enquanto gelo era colocado em seu pé direito. Ele foi vítima da caçada organizada pelos adversários, os Sérvios. Das 15 faltas ocorridas durante o jogo, nove foram contra ele que, dificilmente conseguia se arrancar de onde estava para assumir a sua arte de fazer gol.

Por sorte nossa, enquanto os adversários focavam nele, outros jovens talentos tomavam conta da partida dando-nos a vitória comemorada com as nossas cores, não só nas arquibancadas do campo, mas em todo o país. Vi nessas comemorações, o resgate tão desejado e que será muito mais celebrado, creio, se o Brasil chegar até a final e trazer, para casa, a cobiçada estatueta de ouro.

Vamos nesses minutos finais de 2022 celebrar a nossa brasilidade. Vamos nos lembrar que a democracia nos trouxe um governo que, gostemos ou não, tem como obrigação conduzir o país com responsabilidade, dedicação. Torçamos pelo Brasil, na copa e depois dela. Que o futuro governo mereça os votos que recebeu!

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