Perguntar não ofende

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Roberto Drumond - Editor chefe do Jornal Ouvidor.

Perguntar não ofende – Ando meio descrente de notícias que circulam no país. A grande imprensa, com as mesmas forças que divulgam as maravilhas transformadoras da inteligência artificial, fazendo com que anônimos e autoridades “falem” coisas que nunca falariam, divulga falas e imagens do ex-presidente em um vídeo descoberto essa semana no qual Bolsonaro defende um golpe de estado.

Foi notícia no Ouvidor

Todas as articulações para um golpe de após as eleições presidenciais, inclusive envolvendo altas patentes das Forças Armadas (onde maioria teve juízo, graças a Deus), parecem uma surpreendente verdade.

Mas de repente me vem a memória aqueles dias em que, a mesma grande imprensa que hoje anuncia os milagres da inteligência artificial, falava das descobertas humilhantes feitas pela Lava Jato, indignando o mundo e o país com tais descalabros.
Tudo parecia uma surpreendente verdade que, hoje, dizem que não passou de fantasia de um grupo de juízes e procuradores ambiciosos de poder.

Me pergunto se dá para acreditar na inteligência artificial ou se, a grande imprensa acha que todos somos burros naturais? De uma coisa tenho certeza: qualquer que seja a verdade, o brasileiro preza a democracia.

O analista político Wilson Pedroso, em sua coluna no Estadão, demonstrou com habilidade estatística que não existe espaço para golpes no país. Segundo ele o fato do país estar radicalizado, com eleitores cada vez mais divididos, comprometendo muitas vezes relacionamentos familiares e de amizade, comprova que caminhamos para uma maturidade política mesmo que nessa trajetória encontremos eventuais discursos de intolerância e ódio. Observa que pesquisas demonstram que a divisão social provocada pelas divergências de apoios políticos ficou à frente de questões como classe, raça, religião.

E conclui: Se o brasileiro hoje tem exposto mais as suas opiniões e assumindo caminhos ideológicos comprova a convicção de que se vive em um estado democrático que lhes garante o livre direito de expressão e mais ainda, defende os princípios da Constituição Federal e reprova os atos que possam colocar a democracia em risco.

Cabe-nos, portanto, agora, questionar a grande imprensa que traz ações como a “Tempus Veritas” desencadeada essa semana, se essa não passa de mais um milagre da inteligência artificial. Afinal, perguntar não ofende!

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