Mulheres Notáveis

por Roberto Drumond

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Roberto Drumond - Editor chefe do Jornal Ouvidor.

O jornal Ouvidor convidou essa semana profissionais e empresas de sucesso de Santa Isabel a indicar nomes de mulheres que, na opinião de cada um, são mulheres notáveis. A palavra quer dizer muito mais do que dizem os dicionários. Esses se limitam a definir como: digno de nota, de atenção; que pode ser percebido; apreciável, sensível. Mas, entendo como notável, aquilo é admirável, merecedora de homenagens e do respeito de todos.

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E foi nesse sentido que consultamos cerca de 50 pessoas. Naturalmente muito citaram as próprias mães, o que foi entendido como natural haja visto que os filhos sempre têm as mães mais notáveis independentemente da comunidade onde elas vivem.

E foi assim, de citação em citação que arrolamos o grupo de mulheres notáveis que na próxima quarta-feira serão homenageadas por aquelas pessoas que as citaram e justificaram a sua indicação. São mulheres do mundo jurídico, das ciências humanas, do empreendedorismo e da determinação de ajudar a construir, além da família, uma sociedade mais justa e mais feliz.

Será uma homenagem singela e representativa, porque todas as mulheres merecem, mas a limitação dos meios não nos permite estender a todas. Será revestida do respeito especialmente nesse momento em que se fala tanto do empoderamento feminino, essa força de orgulho e dignidade que as mulheres estão ostentando ao assumir um protagonismo maior na sociedade.

Sabemos que os fatos que deram origem a essa comemoração remontam o ano de 1908 quando cerca de 146 mulheres morreram em um incêndio em uma tecelagem em Nova York, nos Estados Unidos. Eram mulheres de 14 a 40 anos que trabalhavam 14 horas por dia e recebiam nove dólares por semana (em valores de hoje, perto de 50 reais).

Há controvérsias, alguns alegam que foi um acidente porque os sistemas se utilizavam de gás para movimentar as máquinas e era permitido fumar no local. Outros historiadores, entretanto, afirmam que os donos da indústria mandaram fechar e atear fogo para “dar uma lição” àquelas que protestavam contra as péssimas condições de trabalho.

Outros fatos históricos ocorreram no decorrer do século passado até que a Organização da Nações Unidas em 1975 estabeleceu o dia oito de março como Dia Internacional da Mulher assinalando com a data, a mensagem passada por 93 mil operárias russas que em 1917 realizaram um protesto pelas ruas de Moscou, em um movimento que ficou conhecido na história como “Pelo Pão e Pela Paz”.

Com a homenagem que realizaremos na próxima quarta-feira expressamos o nosso desejo de que todas as mulheres recebam o nosso carinho, o nosso reconhecimento e o nosso apoio na realização do sonho de todos: um mundo melhor para todos os seres viventes.

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