Errar de novo?

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Roberto Drumond - Editor chefe do Jornal Ouvidor.

A algo estranho no ar! Leio no Estado de São Paulo a indicação, pelo Governo Lula, de alguns nomes para o Conselho da Petrobras que foram rejeitados pelos atuais ocupantes dos cargos.

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Ao invés de indicar outros nomes, o Governo voltou a insistir com os mesmos numa demonstração clara de que não abre mão de defender a designação de seus indicados. Agindo da mesma forma que o presidente Bolsonaro em 2019.

Em outra narrativa o mesmo jornal conta que o ex-senador Jorge Viana (PT AC), na condição de presidente da APEX-Brasil (Agencia de Promoção de Exportações do Brasil), promoveu no mês passado uma alteração no estatuto do órgão federal com o objetivo de beneficiar alguns companheiros. Ele reduziu a exigência de que o funcionário tenha eficiência em inglês. Ou seja, para se promover o comércio internacional não será mais necessário saber inglês.

Jorge Viana não foi original. Antes dele o próprio Bolsonaro foi quem agiu da mesma forma, nomeando para o cargo alguém que não tinha capacidade sequer de fazer um discurso em inglês. A diferença é que, quando a imprensa divulgou a falha, o ex-presidente voltou atrás e corrigiu a nomeação. Lula, até agora, não.

Jorge Viana, ainda segundo o Estadão, nomeou para cuidar da promoção dos produtos brasileiros no exterior um mochileiro, um arquiteto e um cantor. Não duvido da capacidade de ninguém, mas nenhum deles tem experiência no comercio exterior, mas fazem parte de um grupo político do ex-senador.

Não sou daqueles que vive buscando erros e falhas. Sempre busco entender o que acontece e dou espaço para que explicações sejam apresentadas e normalmente aprecio as justificativas. Mas me parece que, com a experiência de Lula em seus dois governos anteriores e mais, os sucessivos escândalos que vêm sendo apurados no Governo de Jair Bolsonaro, dar uma oportunidade a ser um repetidor dos mesmos erros, não é uma boa recomendação.

Recordo-me da frase atribuída a Einstein: “Não se pode esperar resultado diferente quando se age da mesma forma”. Talvez a assessoria do atual Presidente tenha de ter o cuidado de alertá-lo a respeito dessas ocorrências para que ele reaja a tempo e não espere o final de seu mandato quando receberá da oposição, a lista de erros cometidos em sua gestão. Afinal, estamos a pouco mais de 100 dias de governo e é cedo ainda para descobrir tamanha falta de respeito à administração pública.

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