Na manhã de ontem, 22/07, a Sabesp anunciou que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Santa Isabel começa a funcionar em escala maior a partir de agosto. Serão 2.000 ligações de esgoto, coletado em parte da região Central e do Parque Santa Tereza, que passarão pelo tratamento antes de retornar ao Ribeirão Araraquara. Em setembro mais oito mil ligações começam a funcionar completando a cobertura de aproximadamente 80% da área urbana.

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“Sem dúvida, será um marco histórico no que tange a qualidade de vida de Santa Isabel, além de promover melhorias significativas ao Meio Ambiente. Dependendo do volume de água do ribeirão, quando se retira o lançamento de esgoto ‘in natura’, a sua recuperação poderá ser observada em aproximadamente um mês”, diz diretor dos sistemas regionais do interior e litoral paulista Antônio Carlos Teixeira (Carlão).

O superintendente da unidade de negócio do Vale do Paraíba, Sérgio Bekeman, apresenta a estação elevatória, estrutura fundamental para início das operações. Ele explica que todo o esgoto recolhido na cidade chega na ETE por ali, “uma espécie de poço bem fundo, com maquinários e bombas que encaminham tudo para a área de tratamento. Santa Isabel possui duas estações como esta, uma dentro a Sabesp e outra no Parque Santa Tereza”, diz.

Antes disso, desde 2016, quando assumiu a gestão do abastecimento de água e da coleta de esgoto, a Sabesp identificou que somente os prédios do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), no Bairro Cachoeira, possuíam coleta e tratamento de esgoto.

No decorrer dos anos, foram instaladas mais de 10 km de tubulação de rede coletora, além da manutenção, da desobstrução e dos reparos realizados a qualquer hora do dia ou da noite. “Somamos R$16 milhões de investimentos”, informa Bekeman.
O Superintendente destaca que, a cada um real investido em saneamento básico, três a quatro reais são poupados no município com a erradicação de doenças que poderiam necessitar de atendimento ambulatorial.

Ao todo, quando a ETE estiver em pleno funcionamento, a estação tratará 88,8 litros por segundo de esgoto. Mas, a estrutura foi construída para suportar até 140 l/s. “O projeto precisa estar condizente com o crescimento populacional e o aumento da demanda”, diz Bekeman.

Sobre o possível impacto na Unidade de Pronto Atendimento – UPA de Santa Isabel, o Superintendente ressalta que a Sabesp utiliza produtos para evitar o odor, portanto, o funcionamento da ETE promete não gerar impacto direto na unidade de saúde. “Temos 47 ETEs em toda a região e em nenhuma recebemos reclamações do entorno”, diz.

As obras continuam

A Sabesp informa que ainda restarão 2 mil ligações na região do Bairro Jardim Eldorado para completar o plano de atendimento de Santa Isabel.
O Coordenador de Empreendimentos do Vale do Paraíba, Reinaldo Rodrigues, ressalta que a Sabesp sempre comunica previamente a administração pública quais as ruas que precisam ser interditadas para a execução dos serviços.

“Temos ciência de que as obras geram transtorno, assim como nas casas das pessoas, qualquer obra gera transtorno, mas é preciso lembrar que o benefício será permanente”, afirma Rodrigues.

Pago e agora vejo

É comum os moradores reclamarem da taxa do esgoto antes da ETE começar a funcionar. “Acredito que agora ficará mais claro para a população sobre a cobrança da tarifa de esgoto, antes da ETE iniciar as atividades, a Sabesp já realizava ações no sistema de esgoto, como manutenção de redes e ramais, substituição de tubulações e ampliações que justificavam a cobrança da tarifa, além de todo o atendimento que realizamos a qualquer hora do dia ou da noite”, explica Rogério Camargo, Gerente do Setor de Santa Isabel.

Sobre as ligações clandestinas de esgoto de pia na rede pluvial, o Gerente explica que a população pode acionar a Vigilância Sanitária que é responsável pela fiscalização, notificação e orientação da população quanto ao correto sistema de coleta de esgoto.

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