Um médico anestesista é flagrado estuprando uma mulher durante uma cesárea na sala de cirurgia do Hospital da Mulher em São João de Meriti na Baixada Fluminense. Giovanni Quintella Bezerra, está preso e contra ela ainda pesam outras suspeitas de estupros cometidos entre dezenas de cirurgias das quais ele participou.

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O tema causou indignação em todo o Brasil e para debater os tipos de violência contra a gestante, como identificá-la e onde denunciá-la o Jornal Ouvidor convidou esta semana a médica ginecologista e obstetra Dra. Cristiane Mota para um bate papo ao vivo no Programa de Frente com o Ouvidor.

Dra. Cristiane explicou que a violência contra mulheres grávidas pode ser cometida em todas as fases do período gestacional: “Erroneamente tratamos durante todos estes anos casos como este como violência obstétrica, mas isso acaba generalizando esse crime a um único profissional o que na maioria das vezes não é desta maneira que acontece. Esse tipo de violência, infelizmente, pode ser cometida por qualquer profissional da equipe, seja no pré-natal, durante o parto, ou até mesmo no pós-parto. Por isso, o correto é tratarmos por violência contra gestante”, explicou.

Para a médica, o fundamental é que tanto os hospitais quanto as próprias prefeituras busquem facilitar a denúncia, criando canais oficiais, como ouvidorias, por exemplo, ou melhorando aqueles que já existem. “Não temos nenhuma lei federal que estabeleça regras para crimes como este, por isso uma lei municipal já poderia fazer a diferença em muitas cidades”, aconselha.

A entrevista foi ao ar na quarta-feira, 27, e pode ser conferida na integra no vídeo abaixo.

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