Região registra pontos de bloqueio em greve contra o resultado das eleições

Greve contra o resultado das eleições, terminou, mas no balanço oficial o que sobrou foram os prejuízos incontáveis com sequelas em todo o Brasil

Bloqueio contra eleições
Em Arujá, os pontos de bloqueio foram registrados em varios pontos da Rodovia Presidente Dutra. Rede Social.

Entre a noite de domingo, 30/10, e quarta-feira, 02/11, a região registrou diversos pontos de bloqueio nas rodovias que cortam Arujá, Santa Isabel e Igaratá causados por manifestantes em greve contra o resultado das eleições.

Oficialmente foram registrados atos nas rodovias Presidente Dutra e Dom Pedro I. Caminhoneiros que se recusavam a parar eram coagidos e em alguns casos, os manifestantes forçadamente entravam na frente de veículos, numa forma de obrigar adesão à greve.

Manifestantes atearam fogo em pneus e bloquearam a Rodovia Presidente Dutra, trecho de Santa Isabel, nos dois sentidos.

Desde o início da semana o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral e demais entidades jurídicas consideraram o ato antidemocrático por não respeitar o resultado das urnas.

As paralisações começaram em todo o Brasil, às 20h de domingo, minutos após o TSE oficializar que o candidato Luís Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno para presidente da república disputado contra o presidente, que buscava a reeleição, Jair Messias Bolsonaro (PL).

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Manifestantes ocuparam o Trevo de Santa Isabel.

Na segunda-feira um grupo de manifestantes fechou os dois lados da rodovia Presidente Dutra no trecho de Santa Isabel. Na ação, os indivíduos criaram uma barreira nos dois lados da pista com pneus e atearam fogo, para impossibilitar a passagem de quem tentasse furar o bloqueio.

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Vereador Marcos Cannor (União Brasil) em protesto ocorrido na Rodovia Presidente Dutra, na segunda-feira, 31/10. Reprodução: Rede Social

Comerciantes de Santa Isabel e inclusive o vereador Marcos Cannor – União Brasil, esteve presente no ato. Em sua rede social, Cannor classificou o ato como pacifico: “estou sim apoiando a manifestação, estou exercendo o meu direito, sou empresário, emprego famílias e não sou contra a democracia, sou contra a maior fraude eleitoral do país, se não tivesse fraude, eles teriam aprovado o voto impresso”, disse.

A rodovia foi liberada parcialmente após a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A mesma rodovia também registrou manifestações em trechos de Arujá na terça-feira.

Ainda em Arujá, moradores fizeram filas nos postos de gasolina ao longo de toda a semana temendo que o combustível acabasse como ocorrido nos atos de 2018. Isso fez com que o produto acabasse mais cedo nas bombas e na lei da oferta e da procura, gasolina álcool e diesel aumentaram consideravelmente ao longo da semana.

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Manifestante segura a bandeira do Brasil em protesto na Rodovia Dom Pedro I em Igaratá.

Em Igaratá, os protestos foram registrados na altura do KM 24 da Rodovia Dom Pedro I, nos dois sentidos da via. Em um vídeo, enviado a redação do Ouvidor, os manifestantes aparecem entrando na frente de um caminhão pequeno de carga, eles batiam no veículo com a bandeira do Brasil, pois o motorista teria se recusado a parar no ato.

A partir de quarta, feriado de finados, os atos começaram a perder força principalmente após o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, determinar que a Polícia Militar liberasse todas as estradas e ruas do estado, onde houvesse ato e multasse em mais de R$100 mil quem continuasse obstruindo as vias com seus veículos.

Após um longo período em silêncio, em decorrência da derrota nas urnas, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou na tarde de terça-feira, 01/11, em coletiva a imprensa. Ele condenou os atos e solicitou aos manifestantes que liberassem as estradas para não atrapalharem a circulação de pessoas e nem a economia.

Na quarta, desta vez através de live em suas redes sociais, Bolsonaro voltou a pedir o fim dos bloqueios.

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Manifestantes estendem faixa no Trevo de Santa Isabel, contra o comunismo.

Sexta-feira, 04/11, a PRF não registrou nenhum ato em rodovias federais do Brasil. Pelas redes sociais grupos de extremistas, que lideraram os atos desta semana, se programam para, no próximo dia 07/11, promoverem novas paralisações. A justiça acredita que estes não deverão acontecer novamente.

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