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Roberto Drumond - Editor chefe do Jornal Ouvidor. Em texto de opinão ele analisa a situação dos funcionários públicos de Santa Isabel

Excelente a iniciativa do Centro de Memória Francisco Sanches Batista que desde a sua fundação (Junho/2020) vem colecionando a história de Santa Isabel. A ideia nasceu a partir de fotografias em preto e branco executadas por Chico Fotógrafo que por toda nossa região (Poá, onde nasceu, Arujá, Santa Isabel e Igaratá com passagem por Jacareí) viveu, ensinou fotografia e documentou momentos dos anos 60 e 70.

O bom trabalho ficou ainda mais evidente ao aproveitar as comemorações dos 190 anos de Santa Isabel, para buscar no trabalho geógrafo Aziz Nacib Ab´Saber que na condição de estudante em seu trabalho de doutorado, visitou Santa Isabel redigindo aqui a sua defesa de tese quando chamou à cidade e todas as pequenas comunidades do Vale do Paraíba de “cidades mortas”, inclusive a que ele nasceu de uma família pobre, em 1924, em São Luiz do Paraitinga. O trabalho apresentado na VI Assembleia Geral Ordinária da Associação Geográfica Brasileira, tornou-se uma das principais fontes acadêmicas sobre a paisagem e a vida de Santa Isabel e região.

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Aproximadamente meses antes de falecer (março de 2012) Aziz Ab´Saber foi entrevistado pela repórter Érica Alcântara para esse jornal. Foi uma entrevista bem humorada na qual ele citou toda a sua obra em que se referia à cidade e analisava o comportamento de moradores nos anos 50.

Faço esse registro porque, embora por 32 anos circulando em Santa Isabel e registrando a sua vida, em nenhum momento o Centro de Memória se refere a reportagem que trouxe de volta à consciência histórica, a existência desse homem que deixou um legado de 487 obras publicadas, entre as quais, três teses, 28 livros, 51 capítulos de livro, 215 artigos, sete prefácios e apresentações de obras técnicas, quatro resenhas, 26 publicações relacionadas a participação em eventos, 97 publicações na imprensa, 33 entrevistas (entre as quais a da repórter mencionada) e 19 obras inéditas.

Não sou de cobrar reconhecimento pelo trabalho que desenvolvemos, mas não posso deixar passar essa oportunidade para lembrar que as pessoas que abrem portas precisam ser reconhecidas para que se faça justiça ao tempo em que elas viveram.

Foi o Jornal Ouvidor que trouxe e garantiu, durante um ano, o retorno e a estadia de Chico Fotógrafo a Santa Isabel. Sua classificação como historiador através da fotografia foi feita em reportagem que relatava o seu retorno à cidade.

Todos temos mérito e, como sempre digo, o reconhecimento incentiva!

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