Na terça-feira, 26/07, uma queimada na área central de Santa Isabel ameaçou a vida de pelo menos três famílias na Rua Yara, no Bairro 13 de Maio. Por volta das 18h, as residências ficaram cercadas pelas chamas.

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Mas o fogo começou antes, por volta das 17h, quando se encerra o expediente da Prefeitura de Santa Isabel. Os moradores disseram que ligaram para o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Ouvidoria Municipal, mas a demora no atendimento levou muitos ao desespero.

E, sem qualquer treinamento, usando simples mangueiras e baldes, calçados com chinelos de dedos, foram eles que enfrentaram as labaredas e salvaram as próprias casas. Quando o caminhão do Corpo de Bombeiro chegou no local, às 19h, já não havia risco para as residências.

A equipe veio de Guararema, rapidamente os bombeiros circularam em torno das casas e constataram que os focos de fogo eram apenas chamas residuais.
Em um dos lares, com a permissão da proprietária a reportagem do Ouvidor entrou, o chão da sala ainda estava molhado pela correria com os baldes. E, se o fogo já não era mais um perigo, a fumaça e o calor da brasa eram sufocantes. Em alguns momentos respirar fazia arder até os pulmões. Tudo que estes moradores possuem cheirava à fumaça.

Defesa Civil

O engenheiro João Buosi, responsável pela Defesa Civil de Santa Isabel, assim que o fogo começou, foi acionado pelo vereador Edson Oh Glória, único parlamentar presente no local, que apoiava as famílias.

Desde às 17h João solicitou atendimento emergencial. Mas com a estiagem, além das demais ocorrências, o número de queimadas cresceu tanto que a unidade dos Bombeiros de Arujá, referência de Santa Isabel, já tinha todos os carros em atendimento. Restando a unidade de Guararema prestar o socorro.

A Defesa Civil de Santa Isabel registrou este ano 68 ocorrências de fogo: 59 de risco baixo, 8 de risco médio e 01 de alto risco (a da Rua Yara).

O trabalho em relação às queimadas, explica Buosi, cabe principalmente à três departamentos da Prefeitura: Meio Ambiente (pois o fogo ameaça a fauna e a flora), Obras e Planejamento (responsável pela fiscalização dos terrenos abandonados, com mato alto) e a Defesa Civil (que deve orientar a população e cercar às áreas de risco, em caso de ocorrências).

“Nós não temos uma equipe preparada para apagar as chamas, mas temos um canal direto que visa agilizar o atendimento das ocorrências mais graves”, explica.

Socorro

E em caso de incêndio/queimada, João orienta que a população acione primeiramente o Corpo de Bombeiros, pelo 193, e depois a Defesa Civil por meio da Ouvidoria Municipal (11) 95569-7622.

Terrenos abandonados

Um dos moradores da Rua Yara contou que todos os anos registra diversas ocorrências na prefeitura referente ao terreno abandonado que incendiou. Ele conta que, costumeiramente, o fogo é a única “estratégia de limpeza”.

Contudo, a Secretaria de Obras e Planejamento informa que nos últimos 30 dias, não houve nenhum registro e/ou reclamação de munícipes referente a abandono ou falta de cuidado de imóveis.

Sobre a atuação da fiscalização, número de notificações e multas de lotes abandonados a Pasta informa: “Santa Isabel é o 6º maior da região metropolitana, o qual apesar de ter seu perímetro central urbanizado e o seu entorno por propriedades com grande extensão rural parcialmente ou totalmente vegetada, o que impossibilita a fiscalização por parte do Município, bem como a sua manutenção em dia por parte do proprietário diferentemente das áreas consideradas (lotes)”, finaliza.

De quarta à quinta-feira, os bairros Vista Verde e Vila Guilherme ficaram encobertos pela fumaça das queimadas de áreas próximas às residências.

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