Para onde vamos!

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Roberto Drumond - Editor chefe do Jornal Ouvidor.

Quando você percebe já se passaram 33 anos. É um número emblemático, pois repete um algarismo perfeito e cheio de significado em diversas culturas. É possível que pessoas com conhecimento esotérico sejam capazes de escrever livros enormes a respeito desse número. Quem sabe a minha querida amiga, Maguy Shantty possa, numa hora dessas discorrer sobre esse número à luz da numerologia. Para mim é mais um número em uma história de transformações pessoais e profissionais que me provoca a sonhar mais e continuar realizando o meu sonho. Vou chegar lá!

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Mas tenho certeza. Algumas coisas me ferem, me doem! Por exemplo: quando passo por uma rua e vejo, atirado a um canto, uma página do jornal. Qualquer jornal! Dói mais, é claro, quando é o jornal Ouvidor. Dói porque suja a rua. Dói porque ali, naquelas páginas, há uma fração de uma árvore que deu o seu lenho para ser transformado em papel. Dói porque aquelas milhares de letras contam uma história que foi gerada a partir da vida de alguém e foram escritas por uma pessoa que se dedicou, deu seu tempo à pesquisa, compilou e finalmente, escreveu o que é lido por centenas, milhares de pessoas.

Mas nada mais velho que o jornal de hoje. Vem a minha cabeça a lembrança da faculdade onde se brincava com o fato de que hoje, o ontem era amanhã e que o amanhã, será o hoje nas notícias dos jornais. Brincadeiras que simplesmente testemunham a provisoriedade das notícias, dos fatos, fazendo com que a vida narrada e testemunhada nos jornais, logo se torne passado.

E agora muito mais com os fantásticos recursos da tecnologia. Mas essa não embrulha peixes, nem banana, não forra o chão para os animais defecarem, nem para os pintores evitarem de sujar o chão. Dói ver os jornais cobrindo carros, ou posto nas gaiolas dos passarinhos (prefiro-os soltos). Mas é onde temos vistos os jornais.

Agora, comemorando o nosso emblemático 33 anos, assumimos de vez que esse papel do jornal tem de se transformar. Não será agora, da noite para o dia! Mas será para breve. Iremos aos poucos migrar para os recursos oferecidos pela tecnologia, reinventando o que foi feito a 33 anos atrás, com muito mais eficiência, mais rapidez e com menor custo. Sem dúvida nenhuma, com muito mais assombro, porque estaremos muito mais envolvidos dentro daquilo que aprendemos como imediatismo. No meio da instantaneidade dos fatos.

É para onde vamos a partir destes 33 anos de convivência com aquilo que amamos, as pessoas, nossos parceiros, nossos leitores, nossos amigos e acima de todos, nossos leitores porque é para eles que vivemos e aprendemos a trabalhar.

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