Faltas em consulta tiram a vaga de quem precisa

A cada cem pacientes com consultas marcados em diferentes especialidades 30 não comparecem.

Política Saúde Em 07/04/2017 19:17:17

Reportagem: Bruno Martins

 

“A população paga por cada vaga, mesmo que a pessoa não compareça, pois toda infraestrutura continua a disposição desta pessoa. Quem falta deve pensar que ocupou a vaga de alguém que realmente precisava de atendimento”, alerta Rosita

 

O número de faltantes em consultas médicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Isabel chega a 27% só nos três primeiros meses deste ano. Dos 530 pacientes que tinham consultas marcadas com especialistas que vão desde urologia, vascular, dermatologista e até neurologista, apenas 385 compareceram as consultas agendadas. As faltas deixam ainda mais distante o objetivo de Santa Isabel de zerar sua demanda reprimida e representa custos financeiros para a Saúde do município e do Estado. 

A coordenadora da central de regulação ambulatorial de Santa Isabel, Rosita Guedes explica que o número de faltantes aumenta a cada mês. “Existe uma Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), órgão ligado ao governo do Estado, que é responsável em distribuir as vagas para as especialidades médicas que não dispomos no município. Quando um paciente consegue a vaga e não comparece ele faz toda uma equipe perder seu trabalho, além de gerar um gasto para nós que disponibilizamos de mão de obra e transporte para levá-lo, e também para o governo do Estado, que é quem paga o salário do médico que o atenderia”, ressalta. 

Atualmente a demanda reprimida de Santa Isabel chega a 2.247 pacientes à espera de atendimento. O tempo mínimo para se conseguir uma vaga é de até três meses. De acordo com Rosita, se houver algum imprevisto o paciente precisa avisar a Secretaria com até 48h de antecedência, para assim colocar outro em seu lugar: “Temos uma demanda grande e uma oferta pequena, ao mesmo tempo que 20 pacientes saem, mais 30 entram na fila todos os dias. É preciso se conscientizar da importância e não faltar”, diz. 

Absenteísmo em 2016 foi de 30%

A média anual de faltas em consultas médicas em 2016 foi de 30%, segundo dados da própria secretaria de Saúde de Santa Isabel. A cada cem consultas agendas por mês, cerca de 30 pacientes não compareceram. As maiores demandas da Saúde são neurologia, urologia e vascular. Devido à dificuldade em conseguir tais vagas pelo Estado, a prefeitura de Santa Isabel estuda a possibilidade de contratar dois neurologistas, para atendimento adulto e infantil, um urologista e um vascular. 

 

Notícias Relacionadas