Região não terá festividades do Carnaval em 2022

Prefeitos de 10 cidades decidem pela não realização de desfiles e blocos de rua; em Itaquaquecetuba e Guarulhos o assunto segue em discussão. Maioria das cidades também vai manter uso de máscaras até janeiro

Cidades Em 25/11/2021 20:25:59

A informação foi divulgada no fim da tarde de hoje, pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê - Condemat. De acordo com o órgão das 12 cidades que compoem o Condemat, 10  tomaram a decisão de não realizar festividades do Carnaval em 2022.

 

O objetivo destes municípios é manter sob controle os indicadores de Coronavírus, e por isso estão descartados os desfiles e blocos de rua – eventos que geram grande concentração de pessoas – em Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Branca, Santa Isabel e Suzano. A maioria das cidades também vai manter a recomendação do uso de máscaras ao ar livre até o final do ano/início de janeiro.

 

Do Carnaval, Itaquaquecetuba e Guarulhos ainda mantêm estudos sobre a realização da festa popular. Nas demais cidades, as programações de rua estarão proibidas. Os bailes em salões privados serão de responsabilidade dos organizadores e deverão seguir as normas de segurança e as orientações das vigilâncias sanitárias de cada município. A decisão acompanha o que já foi anunciado em outras regiões do Estado e cada município fará o anúncio oficial.

 

“O momento ainda exige muita cautela e responsabilidade na tomada de decisões. Sabemos que o Carnaval é uma festa que atrai grandes multidões e não podemos colocar a perder todos os avanços já conquistados no controle da doença”, destacou o presidente do CONDEMAT, Rodrigo Ashiuchi. “Essa decisão em bloco também fortalece o enfrentamento da pandemia e diminui os riscos de picos na região”, acrescentou.

 

Em reunião ocorrida nesta quarta-feira (24/11), os prefeitos avaliaram os impactos econômicos, já que a festa popular demanda investimentos significativos, e principalmente as ameaças no controle da pandemia. Entre os argumentos está o atual pico da doença enfrentado por alguns países da Europa e os riscos de chegada ao Brasil em três meses e o fato de que os jovens, público principal das grandes aglomerações, ainda não terão tomado a dose de reforço até o Carnaval.

 

“Não podemos desconsiderar os indicadores da doença. A situação atual é muito melhor do que a de meses atrás, mas ainda assim continua preocupante. Na primeira quinzena de novembro, por exemplo, o Alto Tietê registrou alta de 54,7% no número de casos em comparação com a última quinzena de outubro. Portanto, cautela é essencial para evitar a necessidade de medidas mais drásticas”, argumentou o presidente do Condemat.

 

É em razão deste cenário também que a maioria das cidades vai manter o uso de máscaras em locais abertos até o início de janeiro, mesmo com a liberação anunciada pelo Governo do Estado a partir de 11 de dezembro.  Até o momento, apenas Biritiba Mirim e Itaquaquecetuba anunciaram que vão acompanhar o Estado; nas demais cidades do Condemat, a máscara continuará a ser recomendada.