O Japão em Arujá

Arujá realizou nesta semana o 1º Festival da Imigração Japonesa, dentre diversas atividades a restauração do relógio na Praça Centenário marca a importância da colônia na história da cidade

Cidades Em 01/10/2021 19:00:42

Por Bruno Martins

“Arujá tem uma rica história atrelada a imigração de japoneses, parte do desenvolvimento histórico, cultural e econômico da cidade devemos a estes povos”, quem fala é o secretário de Cultura de Arujá Profº Juvenil dos Santos. Na semana em que se celebra a imigração japonesa em Arujá, a Prefeitura promoveu uma série de atividades alusivas ao tema.

O Festival da Imigração Japonesa foi instituída na cidade por meio da lei Nº 3357/21 sancionada em janeiro pelo Prefeito Dr. Luís Camargo. As celebrações foram marcadas pela presença do cônsul para Assuntos Políticos em Geral do Consulado Japonês em São Paulo, Hideyuki Ide que veio a Arujá, para prestigiar a exposição cultural que acontece na Câmara Municipal até o dia 08/10.

A semana também foi marcada com a reinauguração de um dos importantes símbolos que representa o compromisso e as boas relações entre japoneses e arujaenses. Depois de quase 30 anos, os ponteiros do relógio da Praça Centenário voltaram a rodar na última segunda-feira, 27, e hoje marcam a hora certa para os moradores que passam pelo centro da cidade.

Professor Juvenil conta que o relógio foi construído na praça em 1962, pela associação japonesa da época: “O objetivo sempre foi que ele se tornasse um ponto de referência aos moradores e por muitos anos, este foi o relógio de muitos jovens que vinham ao centro passear e tinham horário para chegar em casa”, lembra ele. 

Na reforma do relógio, assim como parte de toda a festividade promovida na cidade, a Prefeitura contou com o apoio e a curadoria do sociólogo e historiador João Machado, e foi numa dessas voltas que a vida dá, que Felipe Akio, 32, teve a oportunidade de repetir um feito realizado na época pelo seu bisavô Tisano Miyasaka. 59 anos depois, o jovem que hoje administra a floricultura da família na cidade, foi procurado pela Prefeitura para fazer a decoração de reinauguração do relógio. 

“Conseguimos reproduzir bem o trabalho da época, inclusive com as mesmas plantas e objetos usados pelo meu bisavô. Para a decoração do relógio usamos a planta milindro, originária do Japão e que é produzida em Arujá pela tradicional família Yamada que também forneceu os ornamentos que foram utilizados em 62”, conta Felipe. 

Uma semana de festas 

No domingo, 26/09, Arujá realizou uma série de oficinas com tema voltados a cultura japonesa os encontros ocorreram nas imediações do Circo Bremer, onde também foi realizado a primeira edição do encontro de Cosplay, onde as pessoas puderam fantasiar-se de um personagem japonês. Cerca de 800 pessoas passaram pelo evento.

E as festividades alusivas ao Japão na cidade não param, até amanhã, 03/10, moradores e turistas poderão prestigiar a Explo Aflord, a tradicional exposição de venda de flores direto do produtor e comidas típicas. O evento é organizado pela comunidade japonesa e os ingressos podem ser adquiridos pela internet no site aflord.com.br.