No Pé do Ouvido

por Redação

Crônicas Em 10/09/2021 19:49:03

IGARATÁ

POPULAÇÃO – 9.631: Esse é o número de habitantes de Igaratá segundo a atualização de estimativa que o IBGE divulgou nos últimos dias. Não precisa ser nenhum perito em estatística para saber que esse número é furado. 

POPULAÇÃO 2 - De acordo com os atendimentos de usuários no serviço de saúde, o número de alunos na rede pública e o grande afluxo de pessoas, que estabeleceram em Igaratá a sua moradia definitiva, onde antes era o seu local de lazer, ocasionado durante a pandemia da Covid-19, dá para arriscar sem medo de passar vergonha, que um número superior a 10 mil habitantes seria o correto.

POPULAÇÃO 3 - Agora, só resta esperar o censo que era para ser em 2020 e só será realizado ano que vem para se corrigir os números. O número de habitantes impacta diretamente o repasse de recursos para os Municípios. Com a população estimada menor que a real, o Município perde receita e ganha problemas.

CENSO - Outro dado interessante do IBGE, diz respeito à frota de veículo no Município. Não é por acaso que a sensação de ruas cheias, com carros e motos demais. Em 2.020 Igaratá tinha uma frota de 6.476 veículos. 1179 são motocicletas. O restante está dividido entre carros, caminhões, tratores, etc. Não é por acaso que o trânsito deixou de ser mais um detalhe e hoje é um grande problema. 

HOMICÍDIO - Na calmaria de uma típica cidade interiorana, certos tipos de crime ainda chocam muito. Um homicídio de um morador local bastante conhecido, que levou três tiros a queima roupa na porta de um boteco despertou a realidade da criminalidade que chega a todo canto. Coincidência ou não, o tal boteco onde ocorreu o crime é foco de reclamação dos vizinhos, há muito tempo.

RECLAMAÇÃO - Outro ponto que vem bombando em todos os sentidos e sendo campeão de reclamações é outro bar na rua da antiga fábrica IMIT. Está atraindo gente e insatisfação na mesma escala. Depois quando postam nas redes sociais que Igaratá não tem lei, não tem fiscalização e todo mundo faz o que quer, tem gente que fica na bronca, mas está difícil defender o contrário.  

COLETIVOS - Representantes da empresa Girassol, que era a concessionária de transporte coletivo em Igaratá estão na bronca com a Prefeitura. Segundo a versão deles, levaram um verdadeiro “passa moleque” e foram feitos de bobos. Dizem que haviam assinado um contrato emergencial com a Prefeitura para realizar o transporte escolar com kombis.

COLETIVOS 2 - Veio a pandemia e a suspensão total das aulas presenciais. Nisto, contam que a Prefeitura convocou a representante da empresa para assinar o distrato do transporte emergencial de kombis. Mas na hora de assinar, a representante da empresa não verificou os documentos que assinou e quando foi ler, viu que além do distrato do transporte emergencial, a Prefeitura também havia rescindido o contrato de transporte de passageiros, pelo qual a empresa tinha a concessão por mais oito anos, porque havia sido vencedora da licitação. 

COLETIVOS 3 - Disseram que estão desde então correndo atrás da Prefeitura para tornar nula a rescisão, já que foram segundo eles induzidos a erro, mas no bom português feito papel de otário. Mas sem sucesso. O serviço já está sendo prestado por outra empresa. Contam que a versão da Prefeitura é o que está na rescisão. Assinou, já era. A história pelo jeito vai render e sem dúvida será mais uma que vai parar na Justiça para solução. 

ESCOLA INTEGRAL - A possibilidade da inclusão, pela Secretaria Estadual da Educação, da Escola do Coronel no Programa de Ensino Integral, (o PEI), em 2022, não agradou muita gente. Segundo alguns professores contrários à mudança, não estão sendo levados em conta diversos aspectos, como a impossibilidade que muitos alunos terão de continuar trabalhando, já que o horário de aula será de praticamente sete horas diárias. 

ESCOLA INTEGRAL 2 - A crítica é de que a direção da escola está pensando somente em benefícios próprios e deixando os interesses da comunidade de lado. A próxima etapa, garantem, será a mobilização de pais e alunos contra a mudança. 

SANTA ISABEL

BRINCADEIRA – Depois de vários plantões a vereadora Bruna do Pati decidiu relaxar e foi com a mãe, a ex-vereadora Jesuína, tomar um banho de cachoeira. Divertindo-se, fez o que raramente faz, decidiu tomar uma cerveja e se deixou fotografar segurando uma garrafa e postou em sua rede social com o filtro “a cara do crime”, que é tomar cerveja!

MÁ INTENÇÃO – Um internauta com pouca atividade reproduziu o post da vereadora e aproveitou-se para comentários pouco habilidosos para uma pessoa que aspira função pública, sugerindo inclusive que a “confissão” pode se referir a outros tipos de crime envolvendo a própria família.

INFILTRAÇÃO – A mania dos poderes se infiltrarem nas competências dos outros parece que chegou a Santa Isabel. Nessa semana a Câmara de Vereadores aprovou uma moção de solicitação para que um servidor do executivo seja designado para outro departamento saindo de onde trabalha atualmente.

INFILTRAÇÃO 2 – A designação de função e cargo no serviço público, nesse caso, é atribuição do executivo e cabe ao legislativo apenas verificar se a norma está sendo respeitada e não tentar influir na designação de modo a permitir que o servidor adicione mais horas extras em seu salário. Se a moda pega, a harmonia entre os poderes vai acabar.

PRESENCIAL – A sessão de Câmara de Santa Isabel voltou, na última terça-feira, a contar com a plenária e a possibilidade de público presente. Essa mudança, devido ao fim do isolamento social imposto pela pandemia, deve voltar a esquentar o clima no Legislativo, atualmente limitado a debater poucas questões relevantes.

PRESENCIAL-2 - Na próxima terça-feira o incêndio deve ser provocado pela leitura da lei da taxa do lixo que somente será votada na sessão do dia 28, salvo se decidirem por uma sessão extraordinária por essa causa, mas é pouco provável.

PRESENCIAL 3 – Nessa última sessão o calor do debate ficou por conta de um requerimento do vereador Jorginho solicitando a relação dos maquinários pesados do município e as suas condições de empregabilidade. O pedido chegou com as bençãos do secretário de serviços com o objetivo de buscar recursos para a recuperação dos mesmos.

PRESENCIAL 4 – Mas o peso do relatório soou mal ao executivo que viu, no pedido, uma forma de desvalorizar o esforço que vem sendo feito para superar as dificuldades. Na última hora, o secretário Kadu decidiu abrir mão do requerimento, deixando os vereadores que haviam apoiado o pedido de cabeça baixa.

CONDEMA – O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Santa Isabel se reuniu na última quarta-feira, 08/09. Entre as pautas estava o pedido de esclarecimentos sobre as obras de fossas sépticas no Bairro Pedra Branca. O contrato de construção previa 260 fossas, no ano passado foram feitas 67, mas só 16 estão funcionando.

CONDEMA 2 – O recurso para estas obras ultrapassa a casa de R$200 mil, chegou em Santa Isabel por meio do financiamento do FEHIDRO - Fundo Estadual de Recursos Hídricos, assinado em 2019, e o valor deveria dar conta da instalação das fossas. Os conselheiros pediram esclarecimentos para a prefeitura sobre o andamento destas obras.

CONDEMA 3 – A secretaria de Meio Ambiente disse que está reavaliando a situação destas e cobrando das empresas terceirizadas, responsáveis pela instalação das fossas, que entreguem o serviço para qual foram contratadas para executar.

NA DUTRA – Outro tema debatido pelo CONDEMA foi a obra da Dutra, da qual o ex-secretário de Meio Ambiente, Reinaldo Nunes, se apresentou como responsável. Os membros do conselho constataram a existência de uma carta do Instituto Geográfico e Cartográfico que descaracteriza a área, mas que não há nenhuma licença para fazer aquela movimentação de terra.

NA DUTRA 2 – E mais, havia um projeto inicial de um tamanho de área e depois foi apresentado um novo projeto, usando a mesma carta do IGC. Debateram que Reinaldo se baseou num documento legal, mas não obteve licença que liberasse enterrar o córrego que tinha no local.

NA DUTRA 3 – Concluíram que precisam olhar a questão entendendo a complexidade do caso e que, apesar de toda a polêmica, ainda assim, o investimento pode não conseguir o licenciamento de instalação devido as obrigatoriedades de um empreendimento às margens de uma rodovia federal, que exigem área de aceleração e desaceleração de veículos.