quarta-feira, junho 29, 2022
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No Pé do Ouvido

por Redação

IGARATÁ

O TEMA – O assunto que dominou Igaratá na última semana foi um só. A tentativa de homicídio, na qual o chefe do setor de trânsito da Prefeitura, Marques Medeiros desferiu uma facada em um dos irmãos do ex-prefeito Celso Palau, justamente por uma discussão e briga de trânsito.

O CRIME – A vítima foi socorrida no PS da cidade e transferida na ambulância UTI do SAMU para a Santa Casa de Jacareí. Lá foi submetido a uma cirurgia de emergência e transferido para a UTI em estado gravíssimo, onde precisou permanecer internado por 06 dias. Teve alta sexta-feira.

A PRISÃO – O agressor foi preso em flagrante pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, cuja pena vai de 12 a 30 anos de reclusão e levado para o plantão policial em Jacareí. De lá foi conduzido preso para o CDP de Guarulhos. No dia seguinte, a Justiça converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva e ele segue preso.

A ARMA – Durante a discussão, testemunhas contam que Marques Medeiros trazia escondida na cintura uma faca, que sacou de surpresa, na emboscada, de forma traiçoeira, feriu a vítima e saiu correndo em disparada para dentro de uma pousada, a poucos metros do local dos fatos, quase quebrando a porta de vidro do estabelecimento para poder entrar e se esconder.

MAIS DUAS – Quando a polícia chegou no local e efetuou a sua prisão, encontrou com ele apenas uma faca. No dia seguinte foram encontradas mais duas, que ele tentou esconder jogando num terreno vizinho pela janela da pousada.

NOMEAÇÃO – Para o agressor, Marques Medeiros, foi atribuída uma função de confiança no serviço público, que atendia diretamente ao Gabinete do Prefeito. Quando vem a público que essa pessoa, escolhida a dedo para ser representante do Prefeito, transitava pela cidade armado com três armas brancas na cintura, preparado e disposto a cometer tamanha atrocidade e que a vítima poderia ser qualquer pessoa que tivesse a infelicidade de cruzar com ele, o choque na população foi imediato.

QUEM É ELE? – No currículo do agressor, pessoa pouco conhecida na cidade, que a maioria não sabe de onde veio e nem como chegou em Igaratá, não existia nenhuma qualificação que o credenciasse a ocupar a chefia de trânsito ou qualquer outro cargo comissionado na Prefeitura.

QUEM É ELE? 2 – Ninguém conseguia sequer explicar ou justificar a sua nomeação pelo Prefeito. Sua única atuação visível desde 02 de janeiro de 2.021, quando foi nomeado como servidor público era como incitador de intrigas nas redes sociais. E só.

VIOLÊNCIA – Nos últimos dias, episódios de violência envolvendo essa pessoa passaram a ser frequentes. Havia ameaçado num bar da cidade os três vereadores de oposição, Gabriel Prianti, Silvio Jorge e Albert Ursão, que por acaso estavam no mesmo local. Relatos dizem que em outra ocasião, chegou a frequentar sessão de câmara, com facas escondidas na cintura, numa clara situação de intimidação.

VEXAME – Era visível que se o cidadão não tinha nenhuma condição de ser nomeado em cargo público, a sua permanência era um alto risco para toda a sociedade. O risco quase virou tragédia e escancarou uma situação que além de vexatória era um verdadeiro insulto a toda cidade.

VEXAME 2 – Os fatos foram tão violentos, estúpidos e chocantes, exatamente porque envolveram um servidor nomeado para cuidar do trânsito e que havia tentado matar outra pessoa, exatamente por uma discussão de trânsito, que virou notícia, repercutindo em toda a imprensa da região.

AVISO – O Prefeito Elzo sabia e foi alertado do comportamento inadequado de seu nomeado e assumiu os riscos ao mantê-lo no cargo. Matéria veiculada no Ouvidor em 2.021, informava que Marques era réu em pelo menos duas ações penais, uma de furto de água e outra, que parecia ironia, mas era verdadeira, de direção de veículo alcoolizado. O chefe de trânsito da cidade respondia ação penal por dirigir embriagado. Parecia piada, mas era real!

AVISO 2 – Reclamações sobre ele eram frequentes. Numa situação, o Prefeito destratou os três vereadores de oposição Silvio Jorge, Gabriel Prianti e Albert Ursão para defender Marques Medeiros, no episódio em que o carro oficial do Gabinete estava sendo usado para transportar cerveja.

ESCOLHIDO – Os vereadores foram avisá-lo exatamente do comportamento inadequado de Marques Medeiros e ele se irritou. De nada adiantaram os avisos. O Prefeito havia escolhido, protegido e dado poder a quem não tinha nenhuma estrutura e preparo para isso. O resultado está aí!

EXONERADO – Quando os fatos da tentativa de homicídio contra o irmão do ex–prefeito Celso Palau vieram à tona, a Prefeitura se limitou a responder que Marques Medeiros havia sido exonerado um dia antes, no dia 13/04.

LEI É LEI – Mas não é tão simples assim escapar das responsabilidades. No dia da ocorrência, 14 de abril, não havia sido publicado nenhum ato oficial com a exoneração de Marques. E os atos públicos para terem validade precisam obrigatoriamente de publicidade.

LEI É LEI 2 – Então, a exoneração de Marques só produziu efeitos externos após a sua publicação oficial, que foi depois da tentativa de homicídio cometida por ele. Por isso, para todos os efeitos, Marques ainda estava vinculado sim à Prefeitura, quando cometeu a tentativa de homicídio. E a Prefeitura terá que responder pelos atos de seu servidor nomeado.

CHEFE – Inclusive a discussão com a vítima teve início exatamente porque Marques se apresentou como “chefe de transporte” e quis dar a famosa “carteirada”. Sinal de que o cargo ainda não havia saído dele e nem ele do cargo.

OUTRA HISTÓRIA – Para tentar justificar e comprovar que realmente Marques Medeiros havia sido exonerado um dia antes de praticar a tentativa de homicídio, como se isso mudasse alguma coisa em toda esta situação, alguns correligionários do Prefeito Elzo, trouxeram a público, mesmo extraoficialmente, mas com riqueza de detalhes, outra história cabulosa, que precisa de averiguação urgente.

PROPINA – Segundo essas pessoas, o Prefeito teria supostamente recebido uma denúncia de um comerciante da cidade de que Marques Medeiros havia visitado o seu estabelecimento e solicitado propina para que ele pudesse continuar funcionando, sem problemas com a Prefeitura.

PROVA – O comerciante extorquido teria feito chegar ao conhecimento do Prefeito a história, com vídeos, print de conversas, etc. Segundo a versão extraoficial ventilada, a solução dada pelo Prefeito teria sido exatamente a exoneração de Marques Medeiros no dia 13/04, ocorrida um dia antes dele ter cometido a tentativa de homicídio.

APURAÇÃO – Essa história merece e deve ser rigorosamente apurada, principalmente pela Câmara Municipal. Se se tratar de mais uma fake news, deve ser desmentida e esquecida imediatamente. Contudo, se confirmada é muito séria e grave. A mera exoneração do servidor neste caso, não resolve nada.

CORRUPÇÃO – A história contada envolve fatos que configuram os crimes de corrupção passiva, concussão e prevaricação, que deveriam ser obrigatoriamente encaminhados para as autoridades competentes para investigação. É muito séria a história para simplesmente passar batida, sem averiguação.

SANTA ISABEL

DOR DOS OUTROS – O vereador Cannor tomou as dores do colega Jorginho e subiu à Tribuna da Câmara para dizer que o jornal Ouvidor não tinha direito de fazer críticas aos trabalhos dos vereadores, uma vez que eles foram escolhidos pelo povo para fazer o que fazem. Desancou o jornal, elogiando os concorrentes como se fossem eles exemplares e, ele próprio, um grande parlamentar.

PASSARINHO – Possivelmente Cannor tem dificuldade de entendimento à leitura. O jornal limitou-se a criticar o exagerado uso do precioso tempo dos vereadores com coisas irrelevantes, como o tempo gasto por Jorginho na defesa de uma lombada, digna de uma indicação. Assim como Cannor usou o tempo dele para criticar o jornal.

COME PEDRAS – Ao defender o amigo, esquecendo-se de que quem lhe paga o salário é o povo, Cannor desperdiça o tempo forçando o jornal a, mais uma vez, agir como um ouvidor do povo, contando o que os “eleitos” fazem. Há 32 anos o jornal contempla os vereadores que passam. Apenas passam!

CULTURA – Na quarta-feira, 20/04, o Prefeito de Santa Isabel chamou a atenção para a Secretaria de Cultura, ao designar uma funcionária que ocupa o cargo de Agente Comunitário para responder pela pasta durante a ausência repentina do secretário Roberto Bastos.

CULTURA 2 – Nos bastidores ferveu a indignação, uma vez que a secretaria de Cultura possui outros funcionários, já inteirados das ações realizadas pela pasta, e que estão dispostos a responder por ela. Além disso, o cargo de agente comunitário está na mira do Tribunal de Contas que, há tempos, cobra da prefeitura que realize concurso público.

CULTURA 3 – Por isso, o problema não é a pessoa que vai ocupar o cargo, ninguém atentou contra suas qualificações, mas ressaltaram a estranheza de o Prefeito selecionar uma pessoa que ocupa uma posição instável na saúde, para responder temporariamente pela cultura.

APAGOU O POST – A Prefeitura de Santa Isabel fez uma postagem seguindo a campanha nacional de trânsito, incentivando o uso de ônibus para diminuir trânsito e preservar o meio ambiente. A frase do post era: “Vá de ônibus e curta a viagem”.

APAGOU O POST 2 – Claro que a repercussão foi negativa! A população que realmente precisa do transporte público deslanchou nos comentários a cobrar por melhores serviços. A solução foi rápida, mas só virtual! A Prefeitura apagou a postagem que já acumulava centenas de comentários e algumas dezenas de compartilhamentos.

APAGOU O POST 3 – Está difícil mesmo para o isabelense curtir a viagem! E, diante das críticas, apagar a postagem é aparentemente mais fácil do que aproveitar essa ferramenta como prova de que, pela opinião do povo, o prestador de serviço precisa melhorar muito para cumprir o que está no contrato. Segue o jogo…

 

 

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