Felicio Ramuth
Felicio Ramuth, será candidato a vice na chapa ao governo do estado de São Paulo com o ex-ministro Tarcísio Freitas. Fonte: Divulgação Internet

Iniciando o ciclo de debates, com os pré-candidatos ao governo de São Paulo e à presidência da República, o Instituto de Engenharia recebeu no dia 5 de julho o postulante Felício Ramuth (PSD) ex-prefeito de São José dos Campos.

O evento teve a mediação da jornalista Denise Campos de Toledo. Felício Ramuth iniciou sua fala defendendo concessões e privatizações, feitas com modelagem correta e adequada.

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Defensor da inovação e tecnologia, ele comentou como a legislação atrapalha, por exemplo, o setor da construção civil. “Inclusive, porque há insegurança jurídica”, lamentou.

“Concessões e privatizações são extremamente importantes. Neste momento, acontece o processo de privatização do Porto de Santos, muito importante não só para São Paulo, mas também para o Brasil. E não podemos nos esquecer de São Sebastião”, comentou.

Para Felício Ramuth, é fundamental fazer reforma administrativa na CETESB, que tem os melhores técnicos, mas com quadro profissional insuficiente, para cumprir a missão.

Outra reforma, apontada por Ramuth, foi a da Cohab, cujos prazos de entrega são altos e com dificuldade de acesso ao programa. ” Para que haja rapidez, é preciso a IOT, para que São Paulo tenha sua infraestrutura melhorada”, explanou.

Sobre habitação popular, ele tem uma proposta: a construção de habitações, pela iniciativa privada, que serão locadas pelo governo e colocarão à disposição de famílias sem lar. Conforme há o crescimento socioeconômico, da família, haverá o up grade para novas residências.

“Defendo a construção privada. Com tamanhos viáveis para locação”, defendeu como inovação de infraestrutura.

O pré-candidato abordou suas vitórias, enquanto prefeito de São José dos Campos. “A cidade foi certificada como a primeira cidade inteligente do Brasil. No mundo há apenas 79. “Este é um trabalho de médio e longo prazo”.

Sobre o aumento do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, ao ser questionado sobre a elevação e, caso eleito, se reverteria a situação, Ramuth lembrou sobre a falta de materiais e que, com a pandemia, os preços subiram demasiadamente. “Sou a favor de incentivo, desde que haja investimento em emprego e renda. Não posso me comprometer a diminuir, mas de manter incentivos e criar outros pontuais. O Estado perdeu muitas indústrias, para outros Estados, por causa da alíquota menor. Também defendo a reforma administrativa antes da tributária”.

Ele ratificou que é preciso diferenciar obras de gestão de obras de Estado. E que o licenciamento não pode ser tão difícil.

Sabesp – Sobre a privatização, ele não é favorável, ainda mais por ser uma empresa listada na Bolsa. “Mas há necessidade de aumentar as obras de drenagem, para melhorar ainda mais o serviço da empresa”

Para as agências reguladoras, que também são também fiscalizadoras, em sua opinião, é necessário manter a independência. E cobrar bons serviços.

OS – apesar de não fazer parte do debate de infraestrutura, Ramuth lembrou a necessidade de ter uma agência reguladora para controlar o contrato de gestão das Organizações Sociais.

Sustentabilidade – ele defende a implantação de energia de biogás, fotovoltaica, e todas as energias chamadas ‘Verde.’ Também defendeu o cadastramento de árvores, para fazer o corretamente o manejo.

Mão de obra – “Há muita gente desempregada, em especial pós pandemia. Mas, é preciso fazer a qualificação. parceria. Há muita gente desempregada desqualificada. É obrigação do Estado promover a capacitação. Houve migração de setores. E, por isto, falta mão de obra”.

Instituto de Engenharia – “Foi uma reunião excelente. Com outras 15 entidades, pudemos destacar o setor da Engenharia e colocar os problemas do setor, com seus diversos componentes que formam o desenvolvimento nacional. É nossa proposta apresnetar condições ao crescimento nacional, para o próximo governo. Entre outras propostas, entendemos que a participação da infraestrutura no PIB deve ser maior. Vamos ouvir os outros candidatos e apresentar nossas propostas”, comentou Paulo Ferreira, presidente do Instituto de Engenharia.

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