Epidemia de dengue preocupa

Em todo o Brasil, de janeiro a julho deste ano foram registradas 585 mortes pela doença, contra 246 no mesmo período do ano passado

“O Brasil vive atualmente uma epidemia de dengue jamais vista nos últimos anos”. É o que defendem especialistas após analisarem os dados do último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde na semana passada. Só neste ano, em seis meses, o país já registrou 585 mortes por dengue, aumento este superior a 130% das 246 ocorridas de janeiro a dezembro de 2021.

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De acordo com o Ministério, as mudanças climáticas repentinas estão contribuindo para um surto fora de época. Na região, a dengue ainda preocupa as secretarias de Saúde que seguem intensificando suas ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, que além da dengue também transmite o zika vírus e chikungunya.

Em Igaratá, a cidade vive um pequeno aumento de casos de dengue: de janeiro a agosto deste ano foram registrados 23 casos positivos, contra 16 no mesmo período do ano passado. Os números deste ano até aqui, já superam o total de 21 casos registrados entre janeiro e dezembro do ano passado.

Na vizinha Santa Isabel, as ações de combate à dengue se estendem por toda a cidade e apesar de estar mais próximo da região central, o Bairro Jd. Monte Serrat concentra o maior número de casos positivos da doença.

Ao todo o município registra, neste ano, 40 casos de dengue. De janeiro a agosto do ano passado, foram 46. Apesar da ligeira queda, Santa Isabel registrou ainda neste ano, dois casos positivos de chikungunya, sendo um caso importado e outro de transmissão local. De acordo com a secretaria de Saúde, os dois casos foram registrados em janeiro deste ano: “De lá pra cá, não houve mais suspeitas para esta doença”, informou a Pasta.

De acordo com o diretor Clínico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Isabel, Dr. Luís Jimenez, o país vive uma situação muito preocupante com relação as mortes por dengue: “Por conta da pandemia da Covid, a população acabou se esquecendo do mosquito e não se preocupou com a água parada e com outras formas de proliferação da doença”, disse.

Dr. Jimenez acrescenta ainda que todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
“Por isso, é fundamental que as pessoas fiquem atentas aos sintomas como febre acima de 38°C; dores de cabeça, no corpo, articulações e atrás dos olhos, além de mal-estar, falta de apetite e manchas vermelhas no corpo. A qualquer sinal ou sintoma, procure o posto de saúde mais próximo”, alerta.

As secretarias de saúde de Igaratá e Santa Isabel informam que seguem intensificando as ações de operação de bloqueio e vistorias domiciliares em todos as ruas e bairros onde foram registrados os casos positivos de dengue e chikungunya. No site do Ouvidor, você confere um pouco das ações realizadas em cada cidade.

A secretaria de Saúde de Arujá não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem.

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