Eleições podem contar com mais de 4 mil novos eleitores na região

Jovens de 16 e 17 anos poderão votar pela primeira vez em 2024. Falta do Título pode resultar na perda de benefícios; Especialistas explicam.

Título de Eleitor é obrigatório para participação nas Eleições. Foto: Gustavo Vaquiani.
Título de Eleitor é obrigatório para participação nas Eleições. Foto: Gustavo Vaquiani.

Jovens entre 16 e 17 anos poderão, pela primeira vez, exercer o voto nos próximos governantes municipais, nas eleições que este ano acontecem em 6 de outubro. De acordo com dados divulgados pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente nas cidades da região – Santa Isabel, Arujá e Igaratá, aproximadamente 4.270 jovens hoje estão entre a faixa etária, ou seja, estão aptos a participar da votação que define os próximos prefeitos e vereadores.

Confira nesta reportagem todo o procedimento necessário para a obtenção da primeira via do Título de Eleitor, que pode ser feito até 150 dias antes da votação, logo, até o próximo dia 8 de maio – prazo estipulado pela Justiça Eleitoral.

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Como fazer?

Segundo a Chefe do Cartório Eleitoral de Santa Isabel, Akemi Yamasaki, a obtenção da primeira via do título de eleitor pode ser realizada no Cartório Eleitoral da sua cidade, de maneira presencial, sendo necessário ter em mãos o Registro Geral (RG), CPF e um comprovante de endereço atual. No caso de menores de idade, a presença do responsável legal é obrigatória.

Ela também acrescenta que para novos alistamentos, é preciso realizar a coleta da biometria, logo, as digitais do alistando.

Entretanto, mesmo a obtenção do Título de Eleitor sendo facultativa para a faixa etária, a Chefe afirma ser aconselhável regularizar o documento a fim de evitar possíveis problemas no futuro: “na maioridade”.

De acordo com Akemi, a falta do Título de Eleitor pode acarretar em problemas como atrasos no processo de matrícula em faculdades: “No começo deste ano, por exemplo, muitos jovens vieram ao cartório para regularizarem o documento pois a instituição obrigava a apresentação do documento no momento da matrícula. Também procuravam para convênios como o subsídio da Prefeitura Municipal nos fretados”, disse.

Akemi ressalta também que a ausência da apresentação do Título de Eleitor pode até mesmo impedir concursados de ocuparem vagas públicas e até dificultar o acesso de pessoas em programas sociais como Bolsa Família, por exemplo.

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