Cultura e tecnologias Africanas encantam alunos isabelenses

Projetos desenvolvidos entre alunos do Novo Éden visam ações para educação antirracista

antirracista
A estilista Cynthia Mariah, inspirou o estudantes com suas peças que reproduzem a beleza africana por meio de uma moda afrocentrada.

Os alunos da Escola Estadual Professor Fernando Aluísio Corrêa, em Santa Isabel, puderam, através de diversos meios artísticos e literários, se inserir em ações de luta antirracista, debatidas ao longo de 2023.

Ao todo, dois projetos percorreram o ano letivo da instituição: “Mulher, os espaços de poder e o Feminismo Negro”, marcado pela análise de histórias do movimento feminino, com livros como “Úrsula”, de Maria Firmina dos Reis. Também contou com o projeto “Feira de Ciências e Tecnologias Africanas”, que teve como intuito abordar uma educação afrocentrada.

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Segundo Elaine Cristina Diniz, Coordenadora de Gestão Pedagógica da Área de Humanas, o primeiro projeto abordado em sala ajudou na compreensão do racismo sob a perspectiva de uma mulher negra, e demonstrou o posicionamento de maneira antirracista diante da luta feminina no país atualmente. Também destacou que o projeto reforçou a autoestima dos alunos e os emocionou.

“Um dos pontos altos desse projeto, foi realização de um Ensaio Fotográfico Antirracista, em parceria com a fotógrafa Bárbara Soares. Este trabalho reafirmou e valorizou toda a beleza, inteligência e espontaneidade dos alunos negros”, comentou.

Como segundo projeto realizado pela instituição de ensino integral no decorrer do ano, a “Feira de Ciências e Tecnologias Africanas” movimentou os estudantes e, através de uma perspectiva educacional, parte de um reforço positivo da África, utilizando a promoção das grandes descobertas matemáticas e pensamentos filosóficos da população africana. “Os estudantes pesquisaram sobre algumas das principais tecnologias e artefatos matemáticos da África, os quais são milenares, como o Papiro de Ahmes, Osso de Ishango , Calendário de Adão e Ocre de Blombos”, afirmou Diniz.

As ações resultaram em uma feira, na qual o conhecimento foi socializado com toda a comunidade escolar e convidados parceiros, como a estilista Cynthia Mariah, e o ator Danilo Moura. “Cynthia nos inspirou com seu trabalho de uma moda afrocentrada e Danilo inspirou nossos estudantes negros, com o seu exemplo, a estudarem e expandirem suas visões de mundo, os desafiando a focarem nos estudos para cumprirem seus projetos de vida”, disse.

Para a Coordenadora de Gestão Pedagógica, o movimento organizado por professoras da área de humanas de toda a instituição, gerou resultados notáveis aos alunos. “Nossos estudantes repensaram os padrões estéticos eurocêntricos, podendo deslumbrar a beleza negra da nossa comunidade. Enxergaram a África como o berço da matemática e da Ciência, valorizando o continente que se entrelaçou com a América e formou o país que somos”, finalizou.

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