sexta-feira, julho 1, 2022
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Corpus Cristhi em Santa Isabel

Santa Isabel resgata a tradicional produção dos tapetes de Corpus Cristhi, na parte da manhã do dia 16 de junho

A produção dos tapetes de Corpus Cristhi começará na parte da manhã do dia 16 de junho, e o encerramento será com a procissão, que partirá Igreja Nossa Senhora Aparecida, às 16h, até a Igreja do Rosário.

A festividade de Corpus Cristhi é tradicionalmente comemorada em uma quinta-feira e nesse ano será no dia 16 de junho. Em Santa Isabel, os fiéis irão retomar a confecção dos tapetes, após a suspenção do evento com a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o Centro de Memória Francisco Sanches Baptista – Chico Fotógrafo, Corpus Christi é uma expressão em latim que significa “Corpo de Cristo”. Sem nenhum registro bíblico ou passagem atribuída à Jesus em vida, a cerimônia foi uma invenção medieval do ano de 1209.

A freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon (Santa Juliana) teve visões que solicitavam à Santa Igreja a realização de uma festa em honra ao sacramento da eucaristia. Anos depois, um milagre teria acontecido em Bolsena (região de Roma), e um padre viu escorrer sangue da hóstia enquanto celebrava a eucaristia. Com os episódios, o papa Urbano IV insistiu na celebração.

De acordo com a tradição, a festa é um momento em que a hóstia consagrada sai a Igreja ao encontro dos fiéis, e assim, as procissões e a confecção de tapetes tornaram-se características.

Produzidas com sal, serragem, borra de café e outros materiais, os tapetes foram um caminho pelo qual o corpo de Cristo irá passar. A tradição foi trazida para o Brasil com a chegada dos portugueses.

No município, conforme exposto pela folclorista Zuleika de Moraes, o primeiro pároco da Paróquia de Santa Isabel, Padre José Veloso de Carmo, trouxe o rito à rua Totó de Assis (atual Avenida Manoel Ferraz de Campos Salles), em meados do século XVII.

Até 1971, as ruas por onde passava a procissão eram enfeitadas com folhagens, folhas e frutos da mamona, espada de São Jorge, flores como o Bico de Papagaio e até frutas e outros pequenos altares e toalhas colocadas nas janelas. No entanto, o movimento cursilhista (movimento eclesial de evangelização cristã) formou grupos que se tornaram responsáveis pela ornamentação do piso e das ruas da cidade.

Durante todo o ano eram guardados materiais necessários para enfeite das ruas (pó de café, tampinhas de garrafas e pó de serragem tingida). Nos trechos asfaltados, as pessoas faziam desenhos com giz e quando o calçamento era em paralelepípedos, o modelo dos bloquetes eram aproveitados para compor os desenhos que eram preenchidos.

Até 1990, o trabalho era feito de madrugada, mas agora ocorre pela manhã. A procissão sai sempre às 16h, da Igreja Nossa Senhora Aparecida, após a Missa das 15h e seguirá por toda Avenida da República até a Igreja do Rosário, local da Bênção Final. Com crianças vestidas de anjos e o povo seguindo nas alas laterais, não há andadores, apenas o padre carrega o Santíssimo sob um pálio, e que antigamente era seguido pela Corporação Musical São Benedito.

Érica Alcântara
Érica Alcântarahttps://jornalouvidor.com.br
Jornalista, escritora e poeta, Érica Alcântara se formou em Filosofia pela Universidade Federal de Ouro Preto, Bacharelado e Licenciatura e há mais de 10 anos atua como repórter do Jornal Ouvidor
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