Arte e dedicação que adoçam vidas: a história da confeiteira

Nesta semana de Páscoa, Série Profissões homenageia a confeiteira Kelmy Davanzo, cujo amor pela culinária transformou sua vida.

confeiteira
Atualmente há cerca de 233 mil empresas no ramo de confeitarias, as quais 90% são formadas por microempreendedoras como a Confeiteira Kelmy Davanzo (Sebrae/SC).

Recheio de inovação, cobertura de determinação, forminhas de coragem e o gosto adocicado do amor: Esses são os ingredientes que adoçam a vida de Kelmy Davanzo, a confeiteira que há mais de sete anos dedica sua vida à arte de moldar diferentes sentimentos em forma de bolos e doces.

Foi notícia no Ouvidor

Hoje, aos 31 anos, Kelmy conta que sua história percorreu variados caminhos e dissabores antes do encontro com a confeitaria. Biomédica e pedagoga até 2017, ela relembra que os primeiros contatos com a profissão começaram ainda em 2015 quando, no primeiro aniversário da filha, os altos preços propostos pelas confeitarias da época atingiram diretamente as decisões da família.

“Ficamos um pouco chocados com o valor cobrado pelos doces. Resolvemos fazer os docinhos da nossa festa, com a ajuda de amigos que tinham muito mais entendimento que eu – que realmente não sabia de nada da confeitaria”, disse. Segundo ela, a determinação e o apoio dos amigos resultaram no sucesso da festa e dos doces criados por ela pela primeira vez.

Ela também recorda que a moça responsável pelos salgados da festa, também especialista no ramo alimentício, gostou das criações que viu na comemoração e, com uma pergunta, deu início à “aventura na confeitaria”: “ela gostou dos doces e perguntou se ‘fazíamos pra fora’ e nos arriscamos falar que sim!”.

Porém, uma das principais mudanças em sua vida aconteceu após dois anos e meio, em 2017, com a chegada do segundo filho: “quando meu segundo filho nasceu resolvi ficar somente com a confeitaria e realmente me dedicar! Busquei fazer cursos, técnicas, e muito mais”, comentou.

Entretanto, o caminho de Kelmy na nova profissão não foi moldado pela receita do sucesso imediato. A Confeiteira conta que no início da carreira, as dificuldades na aplicação das decorações, a finalização e pequenos detalhes ainda a incomodavam: “Foi muito difícil. Doce qualquer pessoa pode fazer, e esse nunca foi o meu foco, a intenção sempre foi oferecer algo de qualidade. Digo isso com a certeza de que os doces [no início de tudo] eram sem muita técnica, conhecimento… mas seguimos!”.

E a desistência nunca foi uma opção. Ela conta que a corrente de apoio e obras do “acaso” a ajudaram a se estabelecer no ramo: “Tudo aconteceu muito do acaso, um falando para o outro… na época não tinha nenhuma divulgação por meio da internet, foi no ‘boca a boca’ mesmo”, é o que diz a Confeiteira que conquistou clientes ao longo dos diferentes bolos criados com o tempo.

Com o passar dos sete anos, as espátulas, o chantilly, a pasta americana e os aprendizados enfeitaram a trajetória da Confeiteira: “Hoje eu sei o que há anos não sabia! Existem muitos detalhes e passos. A arte da confeitaria não é tão simples quanto eu pensei logo no começo!”, comentou.

Kelmy também acrescenta que a virada de chave em sua vida aconteceu em 2022, quando realmente se reconheceu como confeiteira e estabeleceu a sua própria marca: a Davantins. “Quando mudei essa chavinha na cabeça, as coisas passaram a caminhar realmente. Começamos a atender empresas grandes, com lembranças em datas especiais e até coquetéis. Fizemos nossos primeiros casamentos e festas grandes!”, comemora com felicidade.

Hoje, os avanços tecnológicos andam lado a lado com sua profissão. Além do delivery e doces à pronta entrega, continua com encomendas e criações personalizadas para todas as idades.

Questionada sobre o futuro da confeitaria, Kelmy afirma não ter medo do que os próximos anos reservam a ela e ao ofício: “Penso que nada no ramo alimentício pode deixar de existir. A tendência da confeitaria é só crescer!”.

A Confeiteira Kelmy Davanzo deixa, em sua mensagem para o futuro da profissão, o destaque: “hoje em dia cada vez mais pessoas buscam aprender a cozinhar e fazer os próprios doces. Porém, o que vai fazer as vendas continuar crescendo é o ‘diferencial’, seja no preço, estética ou no sabor!”, finaliza.

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