quarta-feira, junho 29, 2022
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Aniversário em abril

Nem todo mundo gosta de aniversário. É fato, a data de nosso nascimento marca nossa proximidade com a morte, sistematicamente calculada (se não houver imprevistos) pelo inevitável passar do tempo.

Ficamos mais velhos. Numa sociedade que vangloria o novo, cada vez mais esticado, mais transformado por um zilhão de técnicas que tentam adiar o tempo que irremediavelmente chega para todos nós.

E tudo bem correr atrás de viver mais alguns anos, aproveitar pequenos e grandes prazeres enquanto ainda somos fortes. Só há um problema, quando focamos demais em ocultar o tempo que marca os nossos corpos perdemos a oportunidade de desfrutá-los no agora.

Essa semana o Ouvidor completou 32 anos. E como quem passa pelo renascimento nos vemos desafiados por toda essa tecnologia a nos dizer como a informação chega mais rápido, mais curta, mais engajada e mais potente de likes…

O mundo não é mais o mesmo de quando nascemos. E há quem diga que o jornalismo tende a ruir nas próximas décadas. Será?

Há cerca de 13 anos, quando migrei da sala de aula para as páginas do Ouvidor ninguém sabia quem era Érica Alcântara, meu trabalho consistia em estar na vida que acontece nos bastidores, longe das câmeras, mas sempre perto das histórias.

A pandemia mudou tudo, nos empurrou para toda essa tecnologia e hoje comemoramos, também, mais de 300 programas transmitidos ao vivo. Todos inspirados na ideia de que a informação correta pode salvar muitas vidas.

Mas eu não vou negar, assumo de alma aberta: Estamos velhos, Graças a Deus!

E digo isso com um certo orgulho bobo, porque é graças a experiência que entendemos que nenhuma mudança nos faz perder a essência.  E que no fundo no fundo, ainda somos pessoas que amam histórias e nossas páginas impressas ou virtuais estão repletas dela.

O que ainda me motiva no jornalismo é que ele, sendo bem feito, tem o poder de unir e ajudar as pessoas. Comunicação sabe! Para mim, a equação funciona mais ou menos assim:

Comuni(dade) + ação = Usar as palavras para um bem comum. Sem filtros, nem fakes. O uso do verbo como o caminho para uma vida melhor para todos.

E tudo isso, tudo mesmo, só faz sentido por sua causa. É por você leitor, que hoje damos voz aos esquecidos, olhamos com atenção para os vulneráveis e estamos diuturnamente em busca de mais justiça social.

Érica Alcântara, Editora Assistente do Jornal Ouvidor

Assim, deixamos o tempo marcar nossas páginas, nossos rostos, nossas vidas. Em mim, confesso, pulsa o anseio de que crescer unido nos torna humanos melhores, um jeito honesto de eternizarmos quem somos em memórias/histórias mais felizes.

Gratidão a você por fazer parte da minha vida!

 

 

Érica Alcântara
Érica Alcântarahttps://jornalouvidor.com.br
Jornalista, escritora e poeta, Érica Alcântara se formou em Filosofia pela Universidade Federal de Ouro Preto, Bacharelado e Licenciatura e há mais de 10 anos atua como repórter do Jornal Ouvidor
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