Alonso Pimentel: de Engenheiro a Locutor

Em preparação a mais uma edição do rodeio de Santa Isabel, a série “Profissões” conta a história do locutor de rodeios, Alonso Pimentel.

O locutor já percorreu Belém do Pará, Rondonópolis, Cuiabá, Pedra Preta, Barretos, e muitas outras cidades do Brasil. Foto: Leonardo Medeiros.
O locutor já percorreu Belém do Pará, Rondonópolis, Cuiabá, Pedra Preta, Barretos, e muitas outras cidades do Brasil. Foto: Leonardo Medeiros.

Dono de uma das vozes mais marcantes dos rodeios, há mais de 39 anos, Alonso Pimentel desbrava as arenas e torneios de todo o Brasil. Locutor de rodeios premiado, passou por festas de São Paulo a Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, e muitas outras. Por onde passa, deixa a voz inconfundível que, há 38 anos, também acompanha as Festas do Peão de Santa Isabel.

Natural de Ribeirão Preto, Engenheiro Químico de formação pela Universidade São Paulo (USP) e amante da comunicação, Alonso relembra que a apreciação pelo rodeio sempre esteve presente, mesmo quando não imaginava atuar no ramo. Porém, ele conta que o emprego na cidade de São Paulo foi o que o levou à escolha da vida.

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Em 1985, foi encarregado de um serviço em Bebedouro, município do interior de São Paulo. No local, foi convidado ao rodeio da cidade vizinha, Taiúva. Contudo, um problema de garganta sofrido pelo então locutor do torneio havia desfalcado a equipe naquela noite. “Ele não estava bem e não tinha mais ninguém para substituí-lo. Foi aí que meu amigo me encorajou e falou que eu seria capaz de apresentar”, recordou.

Com uma camisa de seda e calça de linho, adentrou na arena e apresentou, pela primeira vez, o rodeio para a cidade. Da forma “teatral”, que conta uma história à medida em que os touros e peões entravam na disputa, caiu no gosto do público, que adotou a maneira cômica de narrar a situação.

Decidiu que era com a comunicação que queria lidar: “Desde então, montei um ‘trio elétrico’ e segui no ramo”. Nos primeiros anos como locutor, passou por diferentes cidades do Estado, como Santa Isabel, em 1986, quando escolheu a cidade que chama de lar.

“Estava em um rodeio de Arujá, e a arquibancada tinha caído. Precisei vir a Santa Isabel e conheci o ‘Nenê Bolacha’, chefe de gabinete do então Prefeito ‘Nenê Simão’. À procura de uma arquibancada, conversamos sobre estruturas e, nisso, também trouxemos o rodeio para cá, junto com o organizador Isaías e a Cia São Francisco”, contou.

Como locutor, Alonso Pimentel também recorda das experiências e das conquistas ao longo dos 39 anos de história. Foto: Leonardo Medeiros.
Como locutor, Alonso Pimentel também recorda das experiências e das conquistas ao longo dos 39 anos de história. Foto: Leonardo Medeiros.

Além disso, se lembra das milhares de experiências que viveu ao longo dos anos. Destas, o reconhecimento na edição de 1989 da Festa do Peão de Barretos – a maior da América Latina. Ele destaca que a maneira natural de se comunicar rendeu o Troféu Sela de Ouro como “locutor revelação”, premiado pela emissora Band.

“Na época, o peão Tião Procópio era recém-chegado dos Estados Unidos. Comecei a misturar inglês e português e brincar com o ‘touro hollywoodiano’. O público de Barretos gostou e pediu para eu continuar narrando todos assim!”, destacou o Locutor.

Da jornada até a atualidade, ele ressalta o trabalho em equipe que sempre o acompanhou. “O que seria de mim sem aqueles que cruzaram meu caminho ao longo dos anos? Nada. O prêmio mais nobre que o ser humano pode ganhar é um amigo”, disse com olhar emocionado.

Em 2024, Alonso estará presente no Santa Isabel Rodeio Fest, em sua 39ª participação, que acontece entre os próximos dias 6 a 9 de julho. Alonso Pimentel deixa, em sua mensagem para o futuro, o pedido: “Busquem, com humildade e simplicidade, os estudos, o trabalho, a perseverança e a fé”, finaliza.

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