Agora é moda

por Roberto Drumond

turismo
Roberto Drumond - Editor chefe do Jornal Ouvidor.

Agora é moda – Depois que a má política começou a se utilizar de notícias falsas para influenciar os leitores e eleitores, a expressão “Fake News” entrou na moda. Ela serve para definir o que de fato é falso ou para tentar descreditar o que é verdadeiro. Sabe-se que são poucas as pessoas que, de modo prudente, checam as informações que recebem em suas redes sociais e muitas outras que as reproduzem porque querem, de algum modo impactar amigos, parentes e conhecidos, transmitindo algo inédito indiferentes se é verdade ou mentira.

Na última segunda-feira nosso Jornal publicou em suas redes sociais a notícia de que o Tribunal de Justiça do Estado considerou inconstitucionais algumas leis de Igaratá que permitiam a nomeação de funcionários para cargos que, constitucionalmente, devem ser providos através de concurso público. Imediatamente a administração municipal reagiu com uma “Nota de Esclarecimento” que apenas lançou mais confusão a um tema por si só, complicado e que afeta a vida de muita gente, em especial funcionários nomeados para cargos de confiança.

Como medida de prudência a publicação feita pelo Jornal, além de mencionar o número do processo, disponibilizou a reprodução do próprio documento do Tribunal de Justiça para que qualquer pessoa interessada pudesse acessá-lo e ter o seu próprio entendimento. O “Esclarecimento” da Prefeitura teve efeito contrário: chamou a atenção para a notícia do jornal e quem teve o cuidado de acessar o documento do TJ, teve a exata convicção de que quem veiculou a “Fake News” foi, na verdade, a Prefeitura e os outros órgãos que reproduziram o tal esclarecimento da administração pública de Igaratá.

Na pressa de contestar a publicação do Jornal, certamente os assessores jurídicos da Prefeitura não refletiram bem sobre as estratégias que devem ser adotadas em ocasiões como essas. Partiram para um tipo de contestação que só depôs contra a própria competência e que revela o desconhecimento das noções mais simples da transparência administrativa e de relações públicas.

O tratar o episódio de modo pessoal, como estratégia de oposição, a Prefeitura de Igaratá enveredou-se em um emaranhado que todos conhecem: aquele em que uma mentira puxa a outra. Administração Pública de Igaratá poderá empurrar a solução desse problema por um período, mas mais cedo ou mais tarde terá de resolvê-lo sob o risco de punição que pode até ser a inelegibilidade dos gestores. Urge, portanto que se resolva logo.

Ninguém está atribuindo à atual gestão de Igaratá a criação das leis impugnadas. Pelo menos uma delas está em vigor desde o século passado e, de lá para cá, todas as gestões se utilizaram delas para contratar aliados. Decisão do TJ cria um precedente que vai, em breve, alterar a administração pública de muitos municípios e produzir muitos concursos públicos.

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