Vice-prefeito preso em Arujá

Suspeito de envolvimento com milícia que comanda esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, Marcio Oliveira foi preso em casa por volta das 06h

Cidades Política Segurança Pública Em 30/07/2020 10:03:49

A nota oficial da Polícia Civil de Guarulhos informa que a unidade realizou, na manhã desta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação “Soldi Sporchi”.

O objetivo: cumprimento de 12 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em lavagem de dinheiro e organização criminosa.

"A ação é coordenada pelo 4º DP de Guarulhos e os mandados estão sendo cumpridos na Capital, Guarulhos, Arujá, Barueri, Indaiatuba, Itu, Mogi das Cruzes, Poá, Bertioga e Suzano. Mais detalhes não podem ser passados pois o inquérito está em segredo de Justiça", informa a secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Segundo informações, Marcio é suspeito de desviar dinheiro da secretaria de saúde para milicianos que coordenam um esquema de lavagem de dinheiro e trafico de drogas na região.

Fato é que Marcio atuou como secretário de educação de Arujá e sua prisão pode levantar a necessidade de se investigar outros contratos relativos ao ensino. (no vídeo anexo você acompanha a explicação do vice-prefeito sobre a necessidade de novos contratos na educação).

No dia 26/06 o vice-prefeito participou da primeira rodada de oitivas promovidas pela CEI - Comissão especial de inquérito que apura possíveis contratos públicos e processos licitatórios da Prefeitura de Arujá.

Na ocasião, Márcio Oliveira respondeu à uma bateria de questionamentos. Parte deles giraram em torno de um trecho supostamente vazado do inquérito que deflagrou a operação policial. No documento, há um print de conversa por aplicativo no qual um dos presos na operação cobra um cheque do vice-prefeito.

Oliveira confirmou a veracidade do cheque, que, segundo ele, tratava-se de um pagamento por um serviço que lhe fora prestado pelo suspeito. Interpelado pelo vereador Caroba sobre qual serviço foi esse, o vice-prefeito disse que apresentaria sua versão dos fatos às autoridades policiais, se requerido.

“O que houve foi uma prestação de serviço, o cheque voltou. Estou muito tranquilo para que em qualquer esfera possa prestar esclarecimentos”, declarou.

Oliveira chegou a ser prefeito interino por um curto período. Enfatizou ter tido as contas aprovadas tanto pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) quanto pela Câmara. “Nos 15 dias que fui prefeito interino, não assinei nenhum contrato administrativo nem participei de processos licitatórios”, acrescentou.

Questionado se teria aprovado a nomeação de Vissechi à pasta, Márcio respondeu: “Pelo contrário, orientei o prefeito a não contratá-lo. Acreditava que seria melhor um quadro técnico com muita experiência na área, um advogado com especialidade em direito administrativo, e não um criminalista como Vissechi”, declarou.