Vampiros Atacam em Igaratá

E o medo da raiva leva produtores à vacinação

Cidades Em 09/11/2018 23:13:36

Produtores rurais do Bairro da Harmonia, em Igaratá, estão apreensivos com o ataque de morcegos hematófagos na região. Um animal contaminado pela raiva já foi identificado e o serviço de controle de zoonoses recomenda a imunização de todo rebanho de herbívoros.

O engenheiro agrônomo Juarez Vasconcelos faz questão de lembrar que a raiva é uma doença que pode contaminar o ser humano e pode causar a morte. O tratamento além de longo é doloroso. A raiva é uma doença transmitida de animais mamíferos para o homem, causada por um vírus. Os seres humanos são infectados pela raiva ao entrarem em contato com a saliva ou sangue de animais infectados. Essa transmissão ocorre, principalmente, por causa das mordidas dos animais, mas podem acontecer em caso de arranhões ou até lambidas.

Entre os dias 19 e 23 de novembro uma equipe da Defesa Agropecuária de Taubaté vai permanecer em Igaratá na caça aos vampiros. Alguns locais já estão cadastrados como abrigo dos morcegos hematófagos, mas Juarez pede que as pessoas que observem animais feridos, nas orelhas ou no pescoço, que sejam prudentes e evitem o contato solicitando a análise por um veterinário. No caso de contato, deve-se buscar atendimento médico com urgência.

Nos seres humanos os sintomas da raiva podem não aparecer na hora. O mais comum é demorar entre um a três meses, mas não é uma regra. Algumas pessoas os sintomas podem se manifestar em até um ano. “Quando o vírus penetra, ele vai caminhando pelo sistema nervoso periférico até o sistema nervoso central. Por razões ainda desconhecidas, essa replicação ao longo do sistema nervoso periférico é bem lenta. É isso que justifica um período de incubação tão extenso. No final provoca uma encefalite que pode levar à morte”.

Nos animais e nos seres humanos os sintomas são alterações no comportamento, confusão mental (como embriagues), agressividade, medo de água e vento.

A única forma de prevenção é a vacina antirrábica e o combate aos animais transmissores, no caso, os morcegos hematófagos.