Um ano para ficar na história

Por Érica Alcântara

Crônicas Em 21/12/2018 16:47:57

Nunca antes a informação foi tão democrática, na palma da mão uma foto ou um texto rapidamente alcança centena de milhares de pessoas pelo mundo.

E paralelamente a isso, nunca antes a informação falsa ganhou tamanha proporção, exigindo do leitor precavido a busca por informação segura e, por isso, menos apressada. Verificar a fonte, ir além das aparências demonstra um desejo sincero de entender aonde estamos e em que tempo vivemos.

O país mudou em 2018 de forma violenta, uma eleição realizada em um curto prazo de campanha derrubou amizades, desfez laços fraternos e corrompeu parte da beleza da democracia: que é antes de tudo garantir a cada indivíduo o direito de escolha.

E quem somos nós para julgar?

Aliás este foi o ano do julgamento. Eles se proliferaram como uma espécie de benção pelo direito a fala, mas também como uma libertação da bestialidade, uma espécie de doença que corrói até as boas intenções. 

E a internet que deveria unir pessoas, separou. Mesas de jantar, encontro de amigos, festas da empresa e tantos outros momentos mudos, silenciados pela curvatura que a coluna faz para que a vista possa alcançar o celular.

Assim como as Fake News, ganhou força e disseminação a ideia de que devemos julgar tudo. Outro dia filmamos a chuva que se aproximava por detrás do monte, chamando as pessoas para ver o espetáculo da natureza e um internauta comentou: “Quanto blá blá blá”. 

Era a chuva, o monte e a beleza. Era reconhecer o lugar que habitamos como parte de quem somos e assim, mais que avisar ao turista que nos visita o que ele encontrará, saudamos tudo como fruto de nossa própria natureza e compartilhamos.

Mesmo em tempos difíceis seguimos. Acreditamos que promover o bem ainda é algo da qual vale a pena nosso esforço e atenção. 

Compartilhamos notícias, fruto de pesquisa e verificação. E em respeito a Você, caro Leitor, admitimos nossos equívocos e procuramos na quase inatingível imparcialidade trazer os fatos que realmente marcaram 2018. Vivemos muitos tropeços e sobrevivemos, nos reinventando.

Esperamos um 2019 repleto de boas novas e que possamos, neste futuro que se aproxima, fazer e compartilhar o nosso melhor. Nos reencontraremos em janeiro. 

Gratidão por fazer parte de nossa história.