Surto: Matou a mãe e esqueceu

Tragédia em família aconteceu em Santa Isabel

Segurança Pública Em 31/01/2020 21:29:16

Sábado passado, dia 25/01, uma família sangrou ao impacto de um possível surto psicótico. Uma filha matou a própria mãe com um tiro no peito, depois limpou a casa, jogou o cartucho da bala no lixo do banheiro e aparentemente esqueceu o que havia feito.

O caso aconteceu no Bairro Recanto do Céu, em Santa Isabel. Segundo testemunhas, C.P.M., 30 anos, morava em Santo Antônio da Posse e sofria a tempos de um quadro evolutivo de depressão. Toda a família se preocupou quando, na madrugada de sábado, ela ligou para seu irmão dizendo que estava perdida em Valinhos, tentando chegar ao município de Santa Isabel, junto com a filha menor de idade.

Logo pela manhã, por telefone C.P.M. confirmou que tinha chegado à sua chácara, mas como sua voz parecia transtornada, a família veio ao seu encontro a fim de conferir se estava bem e se a criança estava segura.

C.P.M. se recusou receber ajuda e, preocupada com a neta, a vítima C.deJ.P., de 47 anos, pediu para levar a criança consigo. De nada adiantou, mãe e filha começaram a discutir e chegaram a trocar agressões, até que C.P.M. correu para o quarto, encontrou a pistola calibre 380 e quando sua mãe abriu a porta, atirou contra o lado esquerdo de seu peito.

Um único tiro e C.P.M. chorou pedindo desculpas. Irmão e familiares socorreram a vítima até a Unida de Pronto Atendimento – UPA, mas ela não resistiu ao ferimento.

A Polícia Militar foi acionada. Quando chegou até o local do disparo, encontrou uma mulher notoriamente desorientada, agarrada a própria filha. Quando questionada sobre o que aconteceu disse que tentaram levar a criança, mas se recusava a falar do que tinha feito com a própria mãe. 

Sem resistência, admitiu que lavou o local, mostrou onde guardou a arma e o lixo do banheiro onde jogou o estojo da munição. Mas aparentemente não se lembrava do matricídio.

Conduzida até a Delegacia de Polícia de Arujá, a autoridade policial encaminhou C.P.M. ao Pronto Atendimento, onde foi medicada com Diazepan e Fernegan. 

Diante dos fatos, o Delegado de Polícia Dr. Claudio Lopes ratificou a voz de prisão por homicídio em flagrante.

A advogada de C.P.M. acompanhou o trabalho da Polícia Judiciária, reiterando que ela passa por tratamento psiquiátrico há algum tempo.

A arma de fogo usada no crime e outra arma artesanal encontrada na parede, foram apreendidas pela polícia.