Saúde vira caso de polícia

Estudante pede ambulância para socorrer a mãe, mas atendente se recusa prestar socorro. Adolescente registrou B.O. e Saúde se compromete abrir sindicância

Saúde Em 29/03/2019 22:56:16

Ao todo foram três ligações a partir das 23h39, de quinta-feira, 28/03. Willian Caetano, 18 anos, pediu ajuda da ambulância para socorrer a mãe, V.C.S. “Mas a saúde só atendeu ao chamado depois que pedi ajuda da Polícia Militar”, conta.

A Mãe de Willian sofre de Transtorno Bipolar Afetivo, ele diz que em crise ela se recusa tomar a medicação e fica agressiva. “Eu precisava de ajuda para conter a situação e medicá-la. Mas o atendente disse na primeira vez que não podia levá-la a força para medicá-la e, na segunda vez, disse que não daria a cara a tapa e a família devia se encarregar de colocar a paciente a força num carro, para levar ao Pronto Socorro”, descreveu Willian no Boletim de Ocorrência que registrou ontem, dia 29/03, na Delegacia de Igaratá.

Ana Sheiffer, chefe de Gabinete, disse que apesar do município não dispor de psiquiatra, a Prefeitura oferece o apoio que a família necessita em agendamento externo, mas lastima que a paciente tenha faltado em duas consultas com o psiquiatra do Sistema Único de Saúde – SUS. “Quando a família não leva, tira a vaga de outra pessoa que necessita”, diz Ana. 

Sobre a falta de atendimento, Ana diz que Willian está correto de fazer um Boletim de Ocorrência e que abrirá uma sindicância para identificar os responsáveis. “Tomaremos as medidas cabíveis para que isso não volte a acontecer”, garante.