O combate à febre amarela

Por Luis Camargo

Colunas & Opiniões Em 27/01/2017 15:59:53

 

Não são apenas as regiões Norte, Centro Oeste e parte do Nordeste que merecem cuidados especiais do Poder Público no combate à febre amarela. Existem registros de casos no Interior de SP e Minas Gerais que também preocupam, tendo aumentado a procura pela vacina em toda região do Alto Tietê. Diante disso, conversamos com especialistas da Anvisa e do Ministério da Saúde, para saber maiores detalhes da doença, já que a prevenção é sempre o melhor remédio.

A orientação da Vigilância Epidemiológica é que deve se vacinar quem vai para as regiões de risco onde os casos da doença aumentaram, especialmente áreas silvestres, ribeirinhas e de mata. A imunização deve ser feita dez dias antes da viagem. Quem quiser se vacinar deve levar caderneta de vacinação e dar informações detalhadas sobre o deslocamento.

Felizmente não há notícias de casos de febre amarela na região do Alto Tietê, e segundo a Vigilância Epidemiológica, o último caso notificado foi em 2008, sendo uma mulher mogiana que contraiu a doença durante viagem.

O importante é que as pessoas estão buscando mais informações sobre a vacina, devendo se redobrar a atenção nos casos de pessoas que vão viajar para as áreas de risco como Minas Gerais, interior de São Paulo, região Norte, Centro Oeste, e alguns estados da região Nordeste, além das áreas de risco que já mencionamos. Por enquanto os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde, sendo os sintomas são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Para tomar a vacina, a pessoa que vai viajar deve comparecer numa das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de sua cidade, preencher um cadastro e informar o município para onde vai, sendo que a vacina costuma dar reações, como dor e vermelhidão no local da aplicação, febre, dor muscular, mal estar e dor de cabeça por até dois dias, existindo casos de reações mais graves até 21 dias após a imunização, sendo orientado procurar atendimento médico e informar a ocorrência.

Em razão das reações, a Anvisa não recomenda a vacina para pessoas com lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem acima de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Fica ainda um alerta para os municípios do Alto Tietê serem mais rigorosos com a degradação ambiental, pois especialistas já apontam a relação entre o surto de febre amarela e a degradação do meio ambiente.

 

Dr. Luis Camargo

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