Parceria em busca da excelência

Para atender as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Associação Catapapel criou uma cooperativa

Cidades Turismo & Natureza Em 02/09/2016 17:41:05

Reportagem: Bruno Martins

 

“O meu desejo é tornar nossa cooperativa um modelo para toda a região e vou conseguir”, fala com determinação a presidente da Cooperativa Impacto Reciclagem, Rosângela Ferreira, responsável pela coleta seletiva em Santa Isabel. A cooperativa se juntou com a Associação Catapapel no início deste ano e juntas buscam atingir metas para que o município atenda as regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

As entidades informam que apenas 12% de todo material reciclado gerado em Santa Isabel chega a Cooperativa. Para melhorar a adesão ecológica, Rosângela e a presidente da Catapapel Maria Aparecida de Souza dividiram as tarefas.  Enquanto Rosângela administra o trabalho da cooperativa, controla o que entra e sai de recicláveis, arrecada os valores da venda e divide entre os colaboradores, Maria visita escolas e empresas para apresentar o trabalho da equipe e as benfeitorias que isso traz ao município, com o objetivo de conscientizar, mas também de buscar novos parceiros.  

Rosângela ressalta que a união já trouxe bons resultados, o galpão situado na Rua Prefeito José Raimundo Lobo, Bairro Brotas, agora possui setores com especificações: “Um espaço para armazenamento de papel, outro de plástico, madeira e até lixo eletrônico. Esta separação facilita a trabalho, o transporte e principalmente a venda dos materiais para as indústrias de reciclagem”, explica. 

Mensalmente a Cooperativa presta contas a secretaria Municipal de Meio Ambiente, apresenta a quantidade de material coletado e o resultado adquirido com a venda dos rejeitos: “Antes não tínhamos essa planilha de resultado então não conseguíamos saber o desempenho do nosso trabalho, hoje prestamos contas e com isso podemos buscar benefícios através do Governo Federal que são ofertados a cooperativas e associações de reciclagens por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos e melhorar ainda mais nosso trabalho”, diz. 

Uma das exigências da PNRS é que as cooperativas de reciclagem gerem emprego e renda e a Impacto Reciclagem tem feito isso, são nove colaboradores divididos em equipes de coleta, triagem, que separa o plástico, papel, metal, vidro, orgânico e não recicláveis e equipe organizacional que se encarrega de colocar cada material em sua devida ala. Eles ganham em média um salário mínimo, o valor depende muito do resultado alcançado com as vendas. 

Com a parceria firmada com a Prefeitura a cooperativa fica isenta de pagar o aluguel do prédio que pertence a administração pública, além de despesas com água, luz e telefone. A Prefeitura cede ainda um motorista que fica disponível a dirigir o caminhão da reciclagem pelos bairros em dias de coleta.  

Um dos projetos da Cooperativa é criar eco pontos pela cidade, onde os próprios moradores poderão descartar o seu lixo reciclável, Rosangela explica que isso só será possível se novas parcerias forem fechadas: “Coletamos atualmente 16 toneladas por mês de material reciclável, queremos e podemos aumentar esse valor. Além de uma cidade ecologicamente correta, nos tornaremos referência para outros municípios”, finaliza.