Vereadores rejeitam denúncia contra Prefeito de Arujá

Em meio a protestos, 14 vereadores rejeitam denúncia

Política Em 02/03/2018 21:49:11

por Gabriel Dias

“Arujá acordou. Fora Prefeito!”, esse foi o hino entoado pelos manifestantes que compareceram à sessão de Câmara de Arujá desta quarta-feira, 28. Mesmo diante da manifestação, a maioria absoluta dos vereadores, 14, rejeitaram a denúncia contra o Prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro (PMDB). 

O pedido de investigação foi apresentado pelo petista Renato Caroba, que alega que o Prefeito cometeu crime político-administrativo ao publicar a Lei Orçamentária Anual (LOA de 2018), sem as alterações dos vereadores.

O documento redigido pelo próprio edil continha o termo “afastamento imediato” e, por conta disso, a maioria dos vereadores entenderam que, ao acatar a denúncia contra o Prefeito, ele seria imediatamente afastado de suas funções causando mais problemas que melhorias para a cidade.

Caroba insistiu que “o Prefeito desrespeitou a Câmara e o trabalho dos vereadores”, e emendou: “Se não fizesse a denúncia estaria prevaricando”. 

O líder de Governo na Câmara, Castelo Alemão (PSC), ressaltou que embora tenha havido um erro na publicação do documento, isso não justifica o afastamento do Prefeito, “uma vez que nada disso gerou danos ao erário, está comprovado”.

Questionada, a Prefeitura disse que não vai se pronunciar, e apenas falará sobre o caso num momento oportuno. 

PROTESTO

Aproximadamente 70 pessoas promoveram uma manifestação na Câmara de Arujá. O clima esquentou quando os vereadores antes de votar a denúncia contra o Prefeito, acharam por bem sair do plenário e se reunir numa outra sala para alinhar os últimos detalhes da votação. O público, acreditando que se tratava de uma fuga do legislativo, começou a gritar e pedir para que os vereadores retornassem. “Cadê os vereadores?”, gritavam em meio aos apitos.

Cartazes pedindo respostas sobre os investimentos da Prefeitura para educação e saúde também foram levantados pelos manifestantes. Houve vereador que disse que se continuasse com o barulho, a sessão teria que ser encerrada.