Denúncia revela caos no Conselho Tutelar

Sede nova, problemas velhos, essa é a realidade do Conselho Tutelar de Arujá

Cidades Em 02/11/2017 18:44:16

O Conselho Tutelar de Arujá realizou a mudança de sua sede para o Bairro Jardim Rincão, mas a promotoria do município notificou a Prefeitura solicitando que a administração entregue ao Conselho Tutelar, uma sala adequada para os trabalhos da entidade até que a nova sede esteja pronta para o atendimento.

Segundo informações, a decisão da promotoria é uma resposta a reclamação oficial das conselheiras que se uniram e apresentaram uma documentação, contendo a descrição dos problemas encontrados nas novas instalações.

O imóvel da nova sede do Conselho, está na Rua Espanha, 352, no Bairro Jardim Rincão. “Uma casa com três salas, cozinha, dois banheiros e uma área de lazer não atende as necessidades do órgão”, é o que diz uma das conselheiras que, por medo de represálias, não quer se identificar.

Para a denunciante, o caos se instalou no Conselho e a prefeitura não atende sequer as exigências de um processo que tramita desde de 2014 no Ministério Público, em que consta a exigência de se oferecer um espaço para os atendimentos com qualidade e segurança.

Outro problema apontado pelas conselheiras é a falta de acessibilidade. Na falta de transporte público até a nova sede, as mães de bebês de colo, ou crianças com necessidades especiais, até as gestantes reclamaram da distância e do sentimento de desamparo.

Na terça-feira, 31, a equipe do Conselho ainda trabalhava na mudança. Os móveis estavam emaranhados e os funcionários da prefeitura jogavam numa caçamba de um caminhão tudo que consideravam inservível.

Computadores, impressoras, telefones e outros eletrônicos até terça-feira não tinham sido instalados para atender as pessoas que procuravam atendimento. Os que procuravam orientação do Conselho eram atendidos, improvisadamente, sem que fosse aberto qualquer protocolo. 

“A título de emergência e para atender ao pedido da promotoria, a Prefeitura arrumou um espaço no Centro de Convivência de Crianças e Adolescentes (antigo Pró menor), mas o tamanho da sala não é suficiente para nossos arquivos”, revelam as conselheiras.

Sobre a segurança, as conselheiras reclamam que a nova sede ainda não tem sistema de alarme e monitoramento de câmeras.

Até o fechamento desta edição a prefeitura de Arujá não retornou os questionamentos da reportagem.