Mulheres que venceram o câncer e inspiram outras rumo a vitória

Se para alguns o câncer é sinônimo de morte, Dilma, Rosa e Fernanda desmistificam essa associação e provam, através de suas histórias de vida, que é possível vencer a doença

Saúde Em 13/10/2017 16:32:10

“Vai menina, veste o peito de coragem, corra e não perca a viagem”. A letra é da música “Vai Menina” da cantora Ana Larousse, mas pode ser bem aplicada na história das isabelenses Dilma Cosmos, 61, Rosa Cruz Rocha, 46, e Fernanda Maciel, 33. Vidas que se cruzaram através de um mesmo diagnóstico, cada uma teve câncer de mama. Há um ano elas descobriram a doença, vestiram o peito de coragem e com autoestima de sobra quebraram paradigmas e encontraram a felicidade em campos de dor. Elas venceram o câncer.   

Nesta semana, Dilma, Rosa e Fernanda estiveram na redação do Jornal Ouvidor, falaram de como descobriram a doença, da experiência que o câncer trouxe a cada uma delas. Na particularidade de suas histórias, cada uma encontrou forças na família e no carinho dos amigos. 

“Quando eu descobri, o chão se abriu sob os meus pés, mas o que mais me impressionou foi como meus filhos amadureceram rápido só para me ajudar. Tenho um menino de dez anos que olhou para mim um dia e disse: - Mãe não fica assim não, eu estou aqui, nós vamos sair dessa. Não tem doença que vença tanto amor assim”, disse Rosa.

Foi enquanto tomava banho que Fernanda descobriu o nódulo no seio. Já na época, em novembro do ano passado, procurou um médico mastologista (especialista em doenças da mama), a confirmação do câncer veio em janeiro deste ano: “Conhecer o corpo é fundamental para ajudar a descobrir qualquer doença. Quando descobri o câncer a dor foi inevitável, mas eu não dei tempo para a tristeza, a luta precisa ser diária, neste ponto o apoio da família e amigos é fundamental”, diz Fernanda. 

Diferente das amigas, Dilma só descobriu o câncer através de exames médicos: “Eu sempre realizei o autoexame, mas era impossível só de apalpar conseguir encontrar o nódulo que havia no meu seio, só no ano passado, através da mamografia que o médico me informou que eu estava com câncer e que ele já estava avançado. Em um mês de tratamento já fui direcionada para cirurgia e retirei a mama”, disse. 

A diretora de Vigilância em Saúde de Santa Isabel ressalta a importância dos exames preventivos que ajudam a diagnosticar a doença e tratá-la ainda no início: “A mulher precisa conhecer o seu corpo e a partir do momento que encontrar algo diferente ir a unidade de saúde de referência e procurar um diagnóstico médico. Através da rede pública hoje, mulheres a partir dos 40 anos já podem fazer a mamografia, assim como o Papanicolau, exame que ajuda no diagnóstico de doenças como o câncer no colo do útero e ovário”, ressalta Estela. 

Tanto a mamografia, quanto o Papanicolau precisam ser feitos anualmente e os exames são ofertados gratuitamente nos postos de saúde. De acordo com dados da secretaria de Saúde, em Santa Isabel, de janeiro a outubro deste ano 98 mulheres apresentaram alterações na mama e foram encaminhadas ao mastologista. Só em 2016, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), registrou 57.960 casos de mulheres com câncer de mama no Brasil. 

Outubro Rosa na região 

Durante todo o mês de outubro as unidades de saúde de Arujá, Igaratá e Santa Isabel estão abertas a população, ofertando palestras sobre saúde da mulher, realizando exames de mamografia e Papanicolau e orientando pacientes sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama, ovário e/ou colo do útero. Mais informações podem ser obtidas direto com as secretarias de Saúde: Arujá (11) 4653-3535, Igaratá (11) 4658-5815 e Santa Isabel (11) 4656-4444.

Na página do Jornal Ouvidor no Facebook você confere a entrevista completa com Dilma, Rosa, Fernanda e com Estela Santana.