Rede de apoio a juventude

Encontro inédito visa melhor a comunicação dentro da rede de proteção à criança e ao adolescente

Cidades Em 31/01/2020 22:02:58

Por Érica Alcântara  

Na segunda-feira, dia 27/01, a Juíza da Vara da Infância e da Juventude, Dra. Claudia Vilibor Breda e o Promotor de Justiça Dr. Bruno Albino Ravara promoveram um encontro inédito entre todos os agentes vinculados a rede de proteção à criança e ao adolescente de Santa Isabel e de Igaratá.

No salão da Câmara Municipal de Santa Isabel estavam presentes os Conselheiros Tutelares recém empossados e representantes das secretarias de Educação; Promoção Social; Desenvolvimento Social; Saúde; Casas De Acolhimento; Polícia Militar e o Jornal Ouvidor. 

“É a primeira vez que reunimos as duas cidades, geralmente, os encontros acontecem separadamente, mas a troca de experiências é muito promissora”, disse Dra. Claudia, acrescentando: “Cada um dos presentes tem um papel fundamental no atendimento e eles precisam se conhecer e principalmente entender a importância de exercer bem cada função”, explicou a Juíza.

Para Dr. Claudia, as ações integradas contribuem para o acolhimento da situação e, se possível, a solução do problema que se apresenta. “Muitas famílias sofrem pelo alcoolismo, desemprego e a falta de recursos, problemas que podem levar os menores a situações de vulnerabilidade. Oferecer oportunidades e tratamentos em saúde física e mental podem salvar uma família”, disse.

Dr. Bruno falou da importância de se registrar as ocorrências e de não ter receio de, em caso de falhas, encontrar na Justiça o apoio para definir soluções. Com notória gentileza, se dispôs a ouvir os conselheiros, esclarecer as dúvidas sobre os casos práticos que desde já se apresentam.  

Limite da Comunicação

Dra. Claudia e Dr. Bruno ressaltaram a importância do sigilo, em não expor os menores para nenhuma das partes envolvidas, nem para a imprensa. “Ainda mais pelas características da cidade de interior em que as pessoas se conhecem, proteger a identidade das vítimas é uma forma de evitar que sofram duplamente por alguma agressão e exposição”, disseram.

E igualmente destacaram a importância da escuta e da observação, e dos setores se organizarem para receberem as crianças e jovens, para os ajudar a encontrar um caminho para um futuro melhor.