Quatro crianças são abusadas por hora no Brasil

Saber diferenciar carinho de contato físico abusivo, só você pode ajudar a combater o abuso e a exploração sexual de menores: DISQUE 100

Segurança Pública Em 08/12/2017 22:47:37

Por Bruno Martins

Entre 2012 a 2016, o Brasil somou mais de 175 mil casos de exploração sexual de crianças e adolescentes, uma média de quatro novos casos por hora. Os dados são do balanço de denúncias recebidas pelo Disque 100, canal que relata casos de violação de direitos humanos. Infelizmente este é um dado não muito distante da realidade de Santa Isabel, a cidade registrou só neste ano 19 casos de estupro, deste, sete envolvem menores de 18 anos. Os mais recentes ocorreram nesta semana com duas crianças de 11 e 13 anos.

As vítimas foram supostamente abusadas pelo padrasto e outra pelo próprio pai. Ambos estão presos. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) chegou a atender a criança de 13 anos e o laudo médico confirmou tratar-se de “abuso sexual forçado”. O indiciado foi preso em flagrante pela polícia civil na quinta-feira, 07/12.  

O caso que envolve a criança de 11 anos foi registrado na delegacia de Polícia da cidade, na quinta-feira, 30/11, na escola a vítima teria confessado sofrer abusos do padrasto. Ele foi preso pela Polícia Civil na segunda-feira, 04/12. As vítimas estão recolhidas no abrigo municipal onde recebem atendimento médico e psicológico. 

Uma pesquisa do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), divulgada em 2011, indica que de cada dez crianças abusadas sexualmente no Brasil, quatro foram vítimas do próprio pai e três do padrasto. 

Como denunciar? 

Além do 190 da Polícia Militar, as vítimas ou pessoas que conheçam quem esteja sofrendo abuso sexual pode fazer as denúncias de forma anônima através dos conselhos tutelares e até nas próprias delegacias de policia dos seus municípios. Outro canal de denuncia está no disque 100. Só entre os anos de 2015 a 2016, o órgão registrou 37 mil denúncias de violência sexual, cujas vítimas tinham de 0 a 18 anos.