Projeto prevê soluções para áreas de risco

Fehidro financia Projeto de Macrodrenagem de Igaratá, resta a administração pública levantar recursos para executá-lo

Cidades Em 16/03/2013 11:13:38

Tão logo a Prefeitura de Igaratá levantou recursos para mudar a pavimentação no Centro de Igaratá, retirando bloquetes e colocando o asfalto, na parte mais baixa da Rua José Alves de Almeida ocorreu o primeiro caso de enchente no município.

“De fato, ali ocorreu um erro no projeto, que já corrigimos acrescentando mais bocas de lobo para a captação da água da chuva”, explica o secretário de Obras, Emerson Oliveira. Com o projeto de Macrodrenagem da área urbana todas as futuras obras deverão respeitar e seguir este planejamento elaborado por especialistas, assim evitarão ou minimizarão transtornos como a enchente, conforme explica o secretário de Meio Ambiente, Juarez Vasconcelos.

Macrodrenagem de Igaratá

Igaratá é um município formado por uma topografia acidentada e sua área urbana já sofreu danos causados pelas chuvas, como desmoronamentos de terra que em 2009 prejudicou famílias que tiveram a estrutura de suas casas no Bairro Prainha abaladas. Visando um melhor mapeamento das áreas de risco e de toda extensão da área urbana do município para buscar uma solução, a secretaria de Meio Ambiente elaborou um projeto e recebeu do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) um recurso para realizar o Plano Diretor de Macrodrenagem da cidade.

O contrato foi assinado em 2011, após a assinatura foi realizado o processo para a contratação de uma empresa, através de licitação, e somente após toda a conclusão deste processo o Fehidro disponibilizou o valor de R$ 120.314,00, com contra partida de R$ 2.456,00 da prefeitura.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Igaratá, Juarez Vasconcellos, o Plano Diretor de Macrodrenagem está em curso em sua fase final de projeto.

Juarez explica que o Projeto de Macrodrenagem Urbana servirá de base para o Projeto Executivo que será feito contemplando toda tubulação a ser empregada na área urbana afim de captar as águas pluviais e dar destino adequado a elas. 

“Como sabemos Igaratá não tem um sistema adequado de escoamento de águas pluviais causando erosões na cidade e carreamento de material para o reservatório. Este sistema, uma vez implantado, diminuirá eventuais problemas em áreas de risco com falta de drenagem urbana”, conta o Secretário.

Segundo Juarez, já foi feito levantamento planialtimétrico, que é um documento que descreve o terreno com exatidão e nele são anotadas as medidas planas, ângulos e diferenças de nível (inclinação), da área urbana e do Bairro Jardim Rosa Helena de todo arruamento. Foi realizada sondagem em vários pontos, batimetria (medição da profundidade dos lagos e rios) nos cursos d'água dos Bairros da Prainha e Jardim Rosa Helena que recebem drenagem urbana e estudos hidráulicos e hidrológicos com sugestão de seção de canais.

Conforme o convênio, o valor disponibilizado pelo Fehidro foi parcelado em quatro vezes. A primeira parcela foi em abril de 2012, as outras duas no decorrer do ano passado. O Fehidro afirma que o dinheiro foi retirado pela prefeitura, pois eles só disponibilizam a segunda parcela depois que a primeira é sacada e assim sucessivamente. 

Consta no Fehidro que a última parcela, no valor de R$ 12 mil, ainda não foi utilizada pela prefeitura. “A última parcela funciona de forma diferente, todas as outras o Fehidro primeiro deposita o valor para a prefeitura pagar a empresa terceirizada e realizar o serviço, a última o processo é inverso, primeiro o serviço é realizado e, depois da comprovação, o Fehidro deposita o valor referente”, informa acrescentando: “a prefeitura de Igaratá ainda não apresentou a parte final de execução do serviço para ter o reembolso da última parcela”.

O Plano de Macrodrenagem, conforme explicado pelo secretário trata-se de todo o levantamento, mas o projeto e execução das obras dependerão futuramente do poder executivo do município.