Prefeitura fecha fábrica clandestina e insalubre

Prefeitura divulga ação de fiscalização e internautas ficam revoltados com o cumprimento da lei. Na fritadeira dos salgadinhos foi encontrado rato e ferrugem

Cidades Em 01/11/2018 22:03:25

Quando os fiscais começaram a analisar os equipamentos, baratas e ratos vivos e mortos apareceram no meio da fritadeira e empacotadeira. A emboscada para fechar a fábrica clandestina de salgadinhos (pururuca), que funcionava no Bairro Pouso Alegre em Santa Isabel, partiu do grupo de investigação da Polícia de Guarulhos.

A Vigilância Sanitária da Prefeitura foi acionada e na segunda-feira, dia 29/10, acompanhada pela Polícia Civil e Científica de Guarulhos encontrou dentro de algumas embalagens resíduos de sapos.

Sem alvará municipal, a fábrica funcionava principalmente à noite e os funcionários ficavam expostos a estas condições insalubres. Os proprietários do negócio fugiram do flagrante. E as autoridades policiais apreenderam computadores, notas fiscais e outros documentos.

A Prefeitura informa que não recebeu pedido de registro desta empresa. Os vizinhos contaram que já estava em funcionamento há 03 anos. Na Junta Comercial de São Paulo, os ficais do município encontraram o registro da empresa “Din Din Comércio e Distribuição LTDA em nome de A.T. da S. e R.L.R.T., com o CNPJ: 09.435.849/0001-62”.

Todos os alimentos encontrados no local foram recolhidos pela vigilância, transportados em quatro caminhões devido a quantidade de material e incinerados.

Segundo informações, no dia seguinte o proprietário A.T. apareceu e reconheceu que estava irregular. Aparentemente a empresa operava em Guarulhos e por problemas financeiros se transferiu para Santa Isabel, sem nunca comunicar o poder público, ou solicitar cadastro no Via Rápida. O dono do imóvel no Pouso Alegre, de acordo com testemunhas, já entrou com pedido de reintegração de posse, pois a empresa nunca pagou o que prometeu pela propriedade.

A total falta de higiene, a ferrugem da fritadeira e dentro do forno giratório, bem como o banheiro compartilhado entre todos os funcionários, são questões que o empresário não soube responder.

Na internet, o texto da prefeitura informando a ação de fiscalização gerou revolta em alguns internautas que, aparentemente, não leram o texto completo e repetiam em palavras diferentes a frase: “deixa o povo trabalhar”.

A Prefeitura informa que o trabalho em condições insalubres e desumanas não serão autorizadas por esta gestão.