Prefeitura dispensa Transcooper

Uma decisão do Tribunal de Contas julgou irregular o processo de licitação feito em 2007, em que a Transcooper venceu para administrar o transporte municipal. Nesta semana uma nova empresa assumiu em caráter emergencial a responsabilidade pelas linhas

Trânsito Em 05/06/2015 10:29:08

Reportagem: Bruno Martins

Mal assumiu a responsabilidade pelo transporte público em Santa Isabel e a PEM – Transporte Municipal Urbano LTDA, contratada nesta semana em caráter emergencial pelo executivo, após a quebra de contrato entre Prefeitura e Transcooper, já começou a desagradar seus usuários. Na terça-feira, 02, a moradora Sueli Nóbrega, 52, teve que desembolsar R$50,00, para pagar uma corrida de taxi, do bairro do Pouso Alegre até o centro de Santa Isabel, tudo porque o ônibus que faz a linha do seu bairro, não completou o trajeto até a estrada onde ela mora.
O motivo, segundo a própria empresa, foi que o ônibus não completaria o trajeto, porque a estrada estava intransitável devido à chuva do final de semana. Sueli é enfermeira e afirma que este não foi o único dia que a recém contratada PEM deixou os moradores do bairro sem transporte: “Na segunda-feira, 01, minha filha voltava à noite da faculdade, mas nosso ônibus não completou o trajeto até o final do bairro. Como não temos nem iluminação em nossa rua e moramos a 6 Km do asfalto, ela voltou para a cidade e dormiu na casa de uma amiga”, relata.         
Ano passado, a Transcooper reduziu para mais da metade o horário das linhas do Pouso Alegre. Hoje o intervalo entre um coletivo e outro chega a ser de quatro horas e nos feriados e finais de semana ele passa somente três vezes ao dia no bairro. A diretora Adjunta da empresa, Ângela Sanches garante que com a nova administração do transporte municipal, as linhas não sofrerão alteração: “Na terça-feira o ônibus não conseguiu ir até o ponto final do Pouso Alegre, pois dois dos nossos coletivos ficaram atolados no final de semana naquela estrada e decidimos se estivesse chovendo não arriscaríamos a passar”, disse. Na mesma terça-feira o ônibus voltou a circular até a rua de Sueli.
Ângela disse ainda, que foi convidada pela PEM para continuar no carg que ocupava na gestão da Transcooper. Ela explicou que houve um acordo entre Prefeitura e Transcooper e as duas decidiram extinguir o contrato que tinham após a decisão do Tribunal de Contas. A PEM foi contratada em caráter emergencial de três meses, podendo ser renovado por mais três meses.