Prefeito depõe e Comissão Processante encerra fase de oitivas

A partir de amanhã (15/9) os denunciados – prefeito e vice - terão cinco dias para apresentar as alegações finais

Segurança Pública Política Cidades Em 14/09/2020 16:52:45

por AICMA

 

O prefeito de Arujá depôs à Comissão Processante (CP) na manhã desta segunda-feira (14/9), encerrando a fase de coleta de depoimentos. Na oitiva, o Chefe do Executivo se desvinculou das acusações de falta de decoro ou de qualquer suspeita sobre prática de atos ilícitos. “Não sou sequer investigado pela Polícia e não fui chamado a depor. Logo que estourou a Operação (Soldi Sporchi), solicitei a abertura de uma sindicância rigorosa e nunca me neguei a falar sobre o assunto. Não tenho o que temer. Não fiz parte de nenhuma negociata”, garantiu.

Indagado sobre suas relações com o proprietário da empresa Center Leste, um dos acusados de utilização de contratos da Prefeitura para lavagem de dinheiro, o prefeito confirmou conhecê-lo desde 1995, época em que ambos trabalhavam em Itaquaquecetuba – ele como médico e o empresário como policial militar. No entanto, disse desconhecer o endereço residencial de Gléucio e negou relação de amizade. Segundo ele, também não houve recebimento de recursos da Center Leste em sua campanha.

Sobre o contrato firmado entre a Prefeitura e a empresa, frisou que o contrato foi aprovado sem ressalvas pelo Tribunal de Contas do Estado.

O Chefe do Executivo ainda disse que nunca havia conversado com o vice-prefeito “antes do processo eleitoral de 2016” e não sabia quem era o dono do prédio utilizado pela administração municipal para abrigar o Centro de Triagem da Covid-19, localizado em frente à praça do Coreto. “A indicação veio do Comitê que apenas me deu informações técnicas (sobre as condições do local)”.

Em relação ao lote de medicamentos vencidos encontrado em caminhão de lixo, explicou que não pertencia à Secretaria Municipal de Saúde – e isso teria sido atestado pela Vigilância Sanitária de Mogi das Cruzes. Outra pergunta elaborada pelos membros da CP referiu-se à alimentação estragada supostamente servida a pacientes de unidades de saúde do município, preparada em uma cozinha improvisada em um dos condomínios da cidade. “A ITDM nos informou que a comida era preparada por uma empresa em outro município”.

Reunião

Sobre a reunião na casa do traficante Anderson Lacerda, na qual teria sabido da necessidade de pagar dívidas de campanhas viabilizando contratos para empregas ligadas ao criminoso, o prefeito foi taxativo. “A reunião não ocorreu. Desconheço o endereço de Anderson”.

O advogado do Chefe do Executivo Matheus Valerio Barbosa reiterou à presidência da CP o pedido para obtenção de cópia integral dos autos. À solicitação, o presidente informou que o processo estava à disposição em seu Gabinete.

Parecer final

Concluída esta etapa, os denunciados – prefeito e vice-prefeito – terão cinco dias para apresentar suas alegações finais. Em seguida, a CP irá elaborar o parecer final e solicitar à Presidência que marque a Sessão de Julgamento.

O prazo para conclusão dos trabalhos é 25 de setembro.