Palau representa contra vereadores

O prefeito de Igaratá, Celso Palau, protocolou junto à Delegacia de Polícia do município um ofício solicitando a instauração de inquérito policial contra os vereadores Gilmar Aparecido Barbosa (Gilmar do Mercado) e André Jacinto dos Santos (Coquinho) por falsa denunciação de crime.

Política Em 04/10/2018 19:40:04

O prefeito de Igaratá, Celso Palau, protocolou junto à Delegacia de Polícia do município um ofício solicitando a instauração de inquérito policial contra os vereadores Gilmar Aparecido Barbosa (Gilmar do Mercado) e André Jacinto dos Santos (Coquinho) por falsa denunciação de crime.

No último dia 26 de setembro os vereadores acionaram a polícia militar, no período da manhã e em seguida postaram nas redes sociais que o Prefeito estava cometendo crime ao autorizar uma máquina da prefeitura a realizar serviço em uma propriedade particular. No entendimento do Prefeito, ao provocar a ação de autoridade comunicando a ocorrência de crime que sabem não se ter verificado, distorceram a verdade e incorreram no crime previsto no art. 340 do Código Penal.

Durante uma parte da manhã, a viatura policial se colocou à disposição dos vereadores e os acompanhou até uma propriedade rural, onde uma motoniveladora da Prefeitura prestava serviços. Após verificar que não existia crime algum, os policiais abortaram a suposta ocorrência, mas os vereadores utilizaram-se da imagem da viatura e fizeram postagens em suas redes sociais com o objetivo de prejudicar politicamente a administração municipal.

Um dos vereadores denunciantes, Gilmar Ap. Barbosa, votou e aprovou em nove de setembro de 2011, a Lei municipal nº 1613 que instituiu a patrulha mecanizada no município de Igaratá que autoriza o uso dos maquinários públicos na prestação de serviços a proprietários em áreas rurais mediante o recolhimento de uma taxa aos cofres municipais. Exatamente o que ocorreu na manhã do dia 26.

 Os vereadores Gilmar e Coquinho assinaram anteriormente, no mês de outubro de 2017, a indicação nº 263/2017, solicitando os serviços de terraplanagem em um terreno situado no Bairro Alto, local conhecido como Loteamento do Pitanga.  O loteamento é clandestino e tem características urbanas, o que demonstra o pleno conhecimento de que a administração pública municipal pode realizar serviços em propriedades particulares, prioritariamente rurais.

Para o prefeito Palau, os dois vereadores cometeram crime, pois agiram com dolo direto para auferir interesses pessoais e políticos, uma vez que acionaram o aparato policial desnecessariamente e, por essa razão, devem explicações à Justiça.