“O papai matou a mamãe”, disse a menina de três anos

Agricultor mata a mulher na frente dos filhos e suicidou. Sem lesões físicas, as crianças foram levadas para o abrigo em choque

Segurança Pública Em 08/03/2019 21:51:53

No final do dia 05/03, por volta das 20h30 uma discussão de casal terminou em tragédia. Antônio Bueno, 46 anos, matou a jovem Cintia de Jesus Silva, de 22 anos. O corpo da mãe caiu na sala, na frente das crianças L.M. (menino de cinco anos) e M.H. (menina de três anos). Desesperado, Antônio foi até a cozinha, colocou o revólver contra a própria cabeça e atirou. Morreu ali mesmo, deixando na casa duas crianças sozinhas e em choque.

O crime aconteceu no Bairro Jd. Luiza, em Guararema. Os vizinhos ouviram os disparos. Mas só souberam da proporção da tragédia quando a menininha entrou na casa deles, a cerca de 30 metros, e disse: “O papai matou a mamãe”. O menino estava no portão, quando viu a ajuda chegando gesticulou com as mãos mostrando como o pai atirou na própria cabeça.

A descrição da Polícia Militar é de uma cena de guerra, o revólver calibre 38 jazia ao lado de um dos corpos, com a numeração e informações do fabricante raspadas. Mas havia munição e projéteis espalhados na cozinha, sala, corredor e lavanderia.

O corpo de Cíntia tinha cinco perfurações, no tórax, tronco e pescoço, possivelmente, alvejada três vezes pelo seu algoz que, com um único disparo ceifou a própria vida.

As crianças foram entregues ao Conselho Tutelar, que as conduziu até a Casa de Acolhimento.

Relação virtual

Cíntia e Antônio se conheceram numa rede social de relacionamento há dois anos, mas somente há três meses resolveram morar juntos, contaram os vizinhos, acrescentando que apesar de chamarem Antônio de papai, as crianças eram filhas somente de Cíntia. 

As brigas entre o casal se intensificaram nos últimos tempos e, um dia antes da tragédia, testemunhas ouviram o homem gritando que "só uma bala na cabeça resolveria".

Denuncie

Em briga de marido e mulher, você pode meter a colher. É esse o espírito das campanhas nacionais, em que a denúncia não mais precisa partir da vítima. Qualquer pessoa, próxima ou até desconhecida, pode denunciar casos de agressão contra a mulher. 

Para denunciar basta ligar para o número 180, nenhum dado pessoal do denunciante é divulgado e há como esclarecer dúvidas sobre os diferentes tipos de violência aos quais as mulheres estão sujeitas.

Que informações são necessárias para registrar uma denúncia no Ligue 180?

- Quem sofre e/ou sofreu a violência? 

Vítima

- Quem pratica e/ou praticou a violência? 

Suspeito

- O local onde ocorre e/ou ocorreu a violência? 

Nome da rua, quadra, número, bairro, zona, município, UF, ponto de referência etc.

- O endereço da vítima e do suspeito. 

Nome da rua, quadra, número, bairro, zona, município, UF, ponto de referência etc.

- Descrição do que ocorre e/ou ocorreu. 

Violência, data, horário, local, situação da vítima, se algum órgão foi acionado e outras informações que julgar relevantes.