O Brasil continuará em silêncio?, questiona Roberto de Lucena sobre execuções de cristãos

por Roberto de Lucena

Colunas & Opiniões Em 22/04/2015 10:17:58

Em meados de fevereiro, 21 decapitados na Líbia. No início de abril, 147 executados em uma Universidade do Quênia. Agora mais 30 homens decapitados e alvejados com tiros na cabeça, na Líbia, segundo informações divulgadas nesse domingo (19/04). Foram todos mortos pelo Estado Islâmico por serem cristãos.
Um dos membros do grupo terrorista, que divulgou o vídeo com imagens chocantes, deixou a seguinte mensagem:

“À nação da cruz: estamos de volta. O sangue que foi derramado nas mãos da sua religião não sairá barato. Juramos a Alá. Vocês não terão segurança nem nos seus sonhos até aceitarem o Islã.”
Esses homens, essas mulheres, essas crianças, que estão sendo eliminadas por causa da sua fé são meus irmãos! São minha família! Estão morrendo porque são cristãos, porque são o povo da cruz. O Brasil, que é um estado laico, mas cuja população é de 90% de cristãos, continuará em silêncio e apático?
Se tivéssemos quebrado o silêncio quando Hitler se levantou contra os judeus na década de 40, no século passado, poderíamos ter evitado a morte de mais de 6 milhões de pessoas nas câmaras de gás e nos campos de concentração.

A comunidade mundial sabe quem são os financiadores do terrorismo internacional. O Brasil continuará mantendo relações diplomáticas e comerciais com esses países?

Eu faço parte do povo da cruz. Continuo em oração pela população em perigo nos territórios que sofrem a ação do Estado Islâmico e defendo a aprovação do projeto de lei de minha autoria, na Câmara dos Deputados, que autoriza o presidente da República a romper relações diplomáticas e comerciais com países que promovam ou tolerem a perseguição religiosa e o desrespeito aos direitos humanos. Defendo também que o Brasil apoie as forças internacionais que enfrentam o Estado Islâmico. Assim como me preocupo com a islamofobia, denuncio a Cristofobia crescente.

Os verdadeiros muçulmanos e os verdadeiros cristãos podem viver em paz, juntamente com pessoas que professam outra fé, num mundo de tolerância e respeito.