No Pé do Ouvido

por Redação

Crônicas Em 19/10/2018 19:48:13

ARUJÁ

VERGONHA – A atitude do vereador Castelo Alemão durante a audiência pública relativa a gestão compartilhada das creches municipais constrangeu a Casa de Leis. Não se sabe o que lhe foi dito, o que a imprensa viu foi um discurso agressivo, seguido de um apontar de dedos e ameaças de socos. 

VERGONHA 2 – A turma do “deixa disso” foi quem salvou a noite, ou não. Quem sabe o que teria feito o vereador se ninguém fizesse o papel de segurar seus rompantes? Será que o discurso teria o mesmo papel inflamado? Dizem que depois pediu desculpas. Para quem? O grande peso de se tornar representante de uma sociedade é que a ética lhe impõe menos paixão e mais decência.

OPOSIÇÃO – Convencidas de que a gestão compartilhada de creches é uma terceirização e sucateamento das unidades de ensino, as mães e pais presentes na Câmara de Arujá foram diversas vezes repreendidas pelo intermediador da audiência Rogério da Padaria. “Vocês não querem sequer ouvir a proposta. Vamos ter educação. Mais respeito, por favor”.

OPOSIÇÃO 2 – No final da noite ficou um gosto de “todo mundo falou e ninguém ouviu o outro”. Cobrou-se a presença do prefeito José Luiz Monteiro e os vereadores, detentores de 3 minutos de fala, ao contrário das mães que tinham somente 1 min., a maioria usou este tempo para autopromoção. Alguns arrancando aplausos e outros vaias e gritos. Teve até Pastor em cima do muro, que não é a favor nem é contra, mas falou.

OPOSIÇÃO 3 – O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Arujá e região, Miguel Latini, disse em nome da instituição que é contra a proposta da secretaria de educação e garantiu que a prefeitura tem dinheiro e, por isso, a entidade ainda vai pedir aumento de salário. 

OPOSIÇÃO 4 – Para o presidente do sindicato, a terceirização provoca distúrbios dentro do atendimento da educação com profissionais concursados recebendo salários melhores do que aqueles vinculados a entidade privada. E também é uma porta de acesso a contratação de indicados políticos mais que profissionais de mérito.

INDIFERENTE – A ausência do relator da comissão de educação da Câmara de Arujá, Dr. Marcelo Oliveira, causou surpresa. Como seu irmão foi secretário da Pasta, era de se esperar que o parlamentar fizesse a diferença com conhecimento de causa sobre o tema. Mas não o fez, não fez nada porque sequer apareceu. Que chato!

VALENTE – Professor Edval foi um destaque à parte, sem demagogia ou mimi foi direto ao ponto de seu questionamento. Considerado geralmente um vereador amistoso, Edval assumiu uma postura austera e perguntou sem rodeios como a secretária pretende aumentar o número de vagas se não vê infraestrutura para atender a demanda em espera. Ela informou que há ampliações de unidades de ensino em andamento e salas sem uso por falta de mão de obra que, por impedimento legal, a prefeitura não pode mais contratar.

COLETIVA– A secretária Priscila disse para a população que a gestão compartilhada das creches ainda não tem processo legal de chamamento público em aberto e, portanto, ainda é uma proposta que pode ser alterada. Contudo, durante entrevista coletiva logo após a audiência pública afirmou que o chamamento já está escrito e pronto, “pontuamosminuciosamente as exigências de qualidade na prestação de serviços. Eu acredito na honestidade e na eficiência do meu projeto”, destacou. Veja a entrevista completa no facebook do Jornal Ouvidor.

ENDOSSA – O diretor de Finanças, Caio César, disse uma frase extremamente simbólica: “Nenhuma ideologia funciona sem recursos”. Com base em números, tabelas e projeções acabou revelando que mais mudanças deverão ser tomadas pela gestão José Luiz Monteiro que, supostamente, está revendo todos os gastos públicos. Algumas das inciativas podem desencadear a mudança dos servidores do regime celetista para estatutário, “mas esta medida não resolve a questão a longo prazo. O que a secretária está propondo é uma solução corajosa para um problema que ninguém se propôs enfrentar antes”, diz.

ENDOSSA 2 – Outra possível medida financeira é a revisão da planta genérica de valores. Algo que nenhum político que pretende reeleição gosta de mexer já que o IPTU, atualmente defasado, teria de ser reajustado aos valores atuais da moeda. Na ideologia não é aumento de impostos, mas uma atualização de valores. Na prática é mais dinheiro saindo do bolso do contribuinte. 

IGARATÁ

TEMPO QUENTE – O clima esquentou na garagem municipal de Igaratá. O motorista Marquinhos Japonês, segundo testemunhas, deu um chute na namorada do funcionário Cláudio Reis que, tomando as dores da moça, partiu para cima do Japonês. O resultado do combate foi a suspensão dos dois por 30 dias e abertura de sindicância que poderá resultar na recomendação da demissão dos dois.

PASSES – Em reunião realizada ontem na Prefeitura de Igaratá, o prefeito Palau autorizou a empresa Transvitória, responsável pelo transporte público no município, a emitir passes exclusivos para o funcionalismo público. A medida é para evitar a comercialização de passes como acontece atualmente. Para valer, o passe do funcionalismo deverá ser apresentando junto ao documento funcional. 

SANTA ISABEL

ÁGUA – O Vereador Reinaldo, de Santa Isabel, reuniu moradores do bairro Varadouro para pressionar a aprovação de dois requerimentos com o pedido informação sobre o motivo do não atendimento de ligação de água e falta de manutenção da viela de acesso ao local, próximo ao Portal na estrada de Igaratá.

ÁGUA 2 - Diante dos moradores, Luizão Arquiteto lamentou a atitude de Reinaldo, lembrando a todos que o fato de que Reinaldo, por ter sido secretário de Meio Ambiente, sempre esteve ciente de que a Sabesp não pode fazer ligação de água em ocupações irregulares. Da tribuna classificou o requerimento como “politicagem pura e barata, com intenção de causar tumulto e não resolver o problema”. 

ÁGUA 3 – Na verdade o requerimento de Reinaldo já tinha antecedentes. Uma das pessoas que falaram com ele sobre o abastecimento de água do local já tinha solicitado a intervenção da Prefeitura obtendo a minuta de um documento declarando a viela de acesso ao bairro como sendo de interesse social, condição que permite a Sabesp de integrar o local a seu sistema.

ÁGUA 4 - A minuta caiu na mão do vereador que correu com o requerimento para converter área particular em de interesse social, pegando carona numa ação que o executivo, através do secretário de planejamento Marquinhos Pelican já havia resolvido.

SAÚDE – O vereador Zé da Mula requereu informação sobre os prazos que estão sendo praticados pelo laboratório que atualmente presta serviços de análises clínicas ao município. Segundo o vereador essa informação é importante para verificar a qualidade da prestação do serviço. O laboratório que durante anos prestou esse tipo de serviços ao município jamais foi questionado por qualquer vereador.

ÔNIBUS – Na última sessão da Câmara isabelense o vereador Márcio Pinho anunciou que recebera a informação do secretário de trânsito Jairo Furini que os cartões de transportes fornecidos pela PEM teriam a validade de 30 dias. No dia seguinte às suas declarações em Tribuna, usuários do transporte municipal ocuparam a Câmara porque os cartões foram rejeitados pelos motoristas da empresa.

ÕNIBUS 2 – Márcio previu que transtornos poderiam acontecer no período de adaptação, o que é normal. Mas não acreditou quando populares ocuparam a Câmara revoltados com a recusa dos cartões de transporte liberados pela antiga empresa. Para ele o fato evidenciou a falta de diálogo entre o novo concessionário do serviço público e a administração representada pelo secretário Jairo Furini.

ONIBUS 3 – Segundo a empresa a instrução passada aos motoristas era para aceitar os cartões, mas alguns “resolveram boicotar a administração municipal e provocar os usuários”. Outros afirmaram que, na realidade, recusavam os cartões que uns usuários passavam a outros para que ficassem dispensados de pagar pelo transporte.

ÔNIBUS 4 – O que ficou claro no episódio é que alguns políticos orquestraram a manifestação dos usuários com objetivo ainda a serem esclarecidos. Para a empresa, segundo o seu administrador, reconhecer os cartões é uma obrigação derivada do contrato emergencial celebrado com a prefeitura. Pelo menos dois vereadores estiveram no meio dos manifestantes tentando apaziguar os ânimos. Os dois são da bancada da oposição

ÔNIBUS 5 - Os vereadores Márcio, Luizão Arquiteto, Van do Negavan, Gabriel da Água e Vera Lima foram avisados pela população e se mobilizaram na manhã da quarta-feira para buscar solução imediata. O secretário de trânsito, Jairo Furini e o representante da nova empresa foram convocados a se apresentarem diante dos munícipes que perderam a manhã de compromissos para reivindicar os seus direitos.

VANS – Enquanto populares reclamavam na Câmara, no Gabinete da Prefeita os proprietários de vans que prestaram serviços à PEM transportando os escolares reivindicavam o pagamento de vários meses. Mas segundo a Prefeitura o repasse foi feito para a PEM nas datas estipuladas e que caberia aos motoristas cobrar judicialmente a empresa caloteira.

QI – Cerca de 30 funcionários da PEM – Empresa de Transporte Urbano foram dispensados de vínculo com a empresa Viação Suzano, a mais nova contratada da Prefeitura de Santa Isabel. Os desempregados estão desesperados, claro! A PEM foi embora e deixou muitos sem receber direitos trabalhistas e salários. Enquanto estas famílias passam por uma situação desesperadora, aparentemente outras com amizade no alto escalão do trânsito sorriem para as vagas ocupadas por indicação política. 

QI 2 – Nos corredores da Câmara de Santa Isabel corre a boca solta que, supostamente, o secretário Jairo Furini pessoalmente fez uma lista de indicações e justificou para a prefeita que os funcionários demitidos não tinham qualificação. Mas como pode ser? Se há casos de monitor que já estavam a quase uma década trabalhando na função? Melhor investigar. 

QI3 – A reportagem tentou contato com a nova empresa para esclarecer estes e outros pontos importantes desta prestação de serviço. Nada. Na secretaria de trânsito a orientação é mandar as perguntas para o setor de comunicação da prefeitura, para que eles encaminhem as questões. Como? Setor público a serviço do privado? Não entendemos.

VANS – No caso das vans escolares a situação é ainda pior, o prejuízo deixado pela PEM fez trabalhadores saírem da prefeitura chorando. “O que dói é saber que fomos enganados, não só pela PEM, mas pela Prefeita que nos prometeu segurar os pagamentos para nos repassar e não cumpriu com a palavra. Há três meses sem receber, nós paramos algumas vezes e foi ela quem deu a palavra de que não íamos ficar no prejuízo e podíamos manter o serviço funcionando”, disseram.

VANS 2 – A Prefeitura agora diz que pagou tudo para a PEM e que os prestadores de serviço devem procurar seus direitos na justiça. Na prefeitura também circula a informação de que a empresa Viação Suzano possui vans suficientes para dispensar todos estes que estão reclamando. 

CRESAMU – Convidada para explicar os problemas apresentados no atendimento do SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) a coordenadora regional do serviço, Dra. Marly Reis, chegou ao encontro com 35 minutos de atraso. Foi recebida pelo vereador Luizão Arquiteto com a observação: - É sempre assim! Quando se chama o Samu ele sempre chega atrasado.

CRESAMU 2 – No mesmo tom brincalhão do Luizão, o vereador Márcio Pinho perguntou se a coordenadora havia chegado de ambulância do serviço, já que não cumpriu o horário combinado. Desconcertada com as observações Dra. Marly Reis fez a sua apresentação com detalhes cirúrgicos garantindo que o serviço funciona cem por cento.  Mas segundo Luizão “quando apresentaram o Samu, venderam salmão, mas entregaram pacu!”. 

CRESAMU 3 - Durante a reunião a coordenadora geral disse que enquanto Santa Isabel esteve vinculada à regional de Guarulhos, o município pensava que tinha o serviço, mas não era nada do que tem hoje. De acordo com ela, nem mesmo as viaturas eram adequadas, tanto que ao aderir à regional de Mogi das Cruzes, o consórcio teve de emprestar ao município uma ambulância de reserva técnica. E que até hoje, o município não disponibilizou nenhum veiculo apropriado para fazer o serviço. 

APLICATIVO – Orgulhosa da tecnologia adotada no Cresamu, Dra. Marly anunciou o 192 online, onde o usuário pode se cadastrar e, de onde estiver, acionar os serviços de socorro até mesmo para monitorá-lo em um percurso. Curioso, um jornalista baixou o aplicativo constatando que “Santa Isabel está fora do sistema de cobertura”. Marly garantiu que até o fim de sua palestra, o município estaria integrado ao sistema. O que, de fato, aconteceu!

SOCORRO – Constrangido com as informações passada pela Coordenadora, o secretário de Saúde Clebão do Posto informou que prefeitura não dispõe de verba para manutenção preventiva dos veículos. E que as ambulâncias paradas ocupam espaço no pátio sem que, infelizmente, possa fazer nada e confirmou que até mesmo o transporte da UPA para a Santa Casa estaria sendo realizado pelo Cresamu, o que não é de sua competência. O "quebra galho" é uma forma de ajudar a sanar o problema. Os serviços de média e baixa complexidade deveriam ser realizados por ambulâncias do município sob a responsabilidade da Prefeitura.

SOCORRO 2 – Revoltado com a situação Clebão vaticinou: “se não houver dinheiro a situação só vai piorar” e o Legislativo tem de ajudar a resolver essa questão eu não vou ficar aqui só para ouvir reclamação, disse.

SOCORRO 3 - Os vereadores ficaram decepcionados com os esclarecimentos prestados pela Coordenadora Marly, e ficou claro que a terceirização do serviço de resgate e atendimento a ocorrência deixou a desejar e que o município está sem verba. Para o vereador Márcio, uma única ambulância em Santa Isabel com outra em plantão virtual em Arujá é insuficiente: - São mais de vinte minutos entre uma cidade e outra e, se a viatura a de lá estiver empenhada em outra ocorrência? Virá a de Mogi?

SOCORRO 4 – Diante do custo apresentado pela Coordenadora de 68 mil reais mensais para manter mais uma ambulância da cidade os vereadores até sugeriram corte de despesas, mas depois decidiram que vão solicitar ao executivo para enviar uma emenda na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) do próximo ano incluindo a despesa no orçamento.

SOCORRO 5 – Para a solução imediata podem propor, já na próxima sessão, uma mudança no atual orçamento canalizando as emendas impositivas para o fim de recuperação e manutenção de ambulâncias da prefeitura. As emendas impositivas de 2018 foram vetadas pela Prefeita Fábia exatamente porque direcionam de forma genérica para setores da administração pública.

SOCORRO 6 – Outra solução apresentada pelo vereador Luizão é o atual presidente da Camara, Negavan liberar parte da devolução dos recursos do Legislativo para a saúde, como já foi feito em outras ocasiões. Anualmente a Câmara recebe cerca de 7% do orçamento do município para suas despesas e, normalmente, o excedente é devolvido ao executivo no final do ano.

DANÇA DAS CADEIRAS – Prevendo o desembarque do Clebão da Saúde, a prefeita Fábia Porto convidou o vereador Márcio Pinho para substituí-lo na pasta. Márcio, relutante com o desafio já respondeu: - Só se for com liberdade para rever todos os contratos assinados pela prefeitura na área da saúde!