No Pé do Ouvido

por Redação

Crônicas Em 08/06/2018 21:35:12

ARUJÁ

LAÇOS DE FAMÍLIA – O vereador Dr. Marcelo Oliveira usou a tribuna esta semana para protestar contra as críticas que lê na internet, contra a pré-candidatura de seu irmão Márcio Oliveira (PRB) a Deputado Estadual. “As pessoas fazem comentários depreciativos contra meu irmão, mas ninguém o que ele passou. Agora que está conquistando seu espaço na política tem invejoso falando o que não sabe. Posso processar essa pessoa”, exclamou.

SOBRANDO DINHEIRO - O vereador Renato Caroba (PT) questionou a administração do prefeito José Luiz Monteiro (MDB) na sessão desta quarta-feira, 06/06, quando foram votados 14 projetos do Executivo: “Como pode sobrar tanto dinheiro numa cidade em que falta o básico?”. Caroba notou que há um valor em caixa de mais de R$7 milhões desde o ano passado.

SOBRANDO DINHEIRO 2 – A UPA do Barreto continua fechada e a UTI Neonatal ainda não saiu da promessa do prefeito. De obras, aparentemente, José Luiz Monteiro só conseguiu entregar até agora alguns letreiros com o nome da cidade e um peixe, supostamente símbolo da cidade, ao lado servindo de enfeite. Para Caroba, “é curioso passar mais de um ano acompanhando a inércia do atual governo e logo agora, em pleno ano eleitoral, aparecer tanto dinheiro em caixa”, diz.

SOBRANDO DINHEIRO 3 – Caroba também deve se candidatar a deputado Estadual. Aparentemente, é o único representante do PT na região a se aventurar nestas eleições.  Intrigado o vereador disse na tribuna: “A interpretação é de que essa ‘sobra’ de recursos financeiros, provavelmente são decorrentes de obras e serviços que supostamente custaram menos que o previsto, mostram que as ações do governo do prefeito José Luiz são mal planejadas”. Para quem é da situação, mostra gestão de recursos e economicidade.

IGARATÁ

LICITAÇÃO – Algumas postagens criticam a Prefeitura de Igaratá pela compra de veículos no valor de R$44.000,00 apesar de promoções de concessionárias oferecerem a partir de R$36.000,00. A explicação é simples: além das diferenças nos veículos em termos de acessórios que encarecem os produtos, as concessionárias não participam dos pregões que resultam nos preços pagos pelo poder público. O pregão é um sistema de leilão inverso, previsto na lei das licitações onde os fornecedores apresentam suas propostas e vence quem vende pelo menor valor. 

LICITAÇÃO 2 - Transparência é informar à população o que se faz com o dinheiro público e a forma como os valores são atingidos, mesmo que aparentemente fujam aos preços de mercado. Tolice é acreditar que quem fornece ao poder público não pretenda auferir lucro em suas operações.

COMPARTILHANDO – Essa semana um funcionário da Prefeitura de Igaratá registrou B.O. contra denúncias de que foi vítima através das redes sociais. Com base no parágrafo 1º do artigo 138 do Código Penal, ele denunciou duas pessoas que compartilharam a postagem. E a lista vai crescer mais: cada um que compartilhar vai responder judicialmente.

COMPARTILHANDO 2 – Diz o artigo do Código Penal que quem divulga fato que sabe ser falso incorre na mesma pena de quem calunia e fica sujeito à pena de detenção de seis meses a dois anos, além de multa. 

ECONOMIA - A Cesta Básica cuja qualidade está sendo elogiada pelos funcionários da Prefeitura de Igaratá foi comprada pela metade do preço pago aos antigos fornecedores por produtos de qualidade inferior. Eram pagos 114,10 reais o que custa hoje R$ 70,00. A diferença, só nesse item, representa uma economia de R$794.136,00 ao ano. 

ECONOMIA 2 - A pintura de faixas da sinalização horizontal de trânsito que, na gestão passada, custou 22,6 reais o metro quadrado, foi licitada a pouco mais de 10,80 reais na última semana. E a remoção do lixo hospitalar que na gestão do prefeito Elzo custava cerca de R$13,42, esse ano ficou mais barata: R$ 4,50 o quilo. Nesse item a diferença soma 42.816 reais ao ano.

ECONOMIA 3 – Os vereadores de Igaratá mais atentos certamente vão perceber que a diferença que está ficando nos cofres públicos do município embora seja grande, não são suficientes para cobrir a queda na arrecadação provocada pelo final das obras de interligação. Mas não custa nada avaliar o que foi gasto a mais no passado e tentar descobrir para onde foi o dinheiro.

13º E FÉRIAS – O Tribunal de Contas do Estado definiu e divulgou essa semana que os prefeitos de todos os municípios têm o direito ao 13º salário e férias. O prefeito Celso Palau já avisou que abre mão do dinheiro porque ele não está previsto no orçamento do município, vai ficar para o seu sucessor.

DÍVIDA – A prefeitura de Igaratá terá de pagar em 2018 a bagaleta de 700 mil reais referente a precatórios de dívidas contraídas em 2012. 

SANTA ISABEL

REJEITADO – Os recursos apresentados pelos vereadores Alencar Galbiati. Maurício Platz e o ex-vereador Jamir Varallo ao Supremo Tribunal Federal foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes. O acórdão ainda não foi publicado, mas aparentemente não caberá mais recursos no episódio em que os três foram acusados, em 2000, de compra de votos para eleição da mesa administrativa do legislativo isabelense.

IRRITADOS – Os vereadores da base estão irritados com a impossibilidade da prefeita Fábia Porto cumprir com as emendas impositivas. Essas emendas eram a garantia de que cada vereador poderia encaminhar recursos para áreas de seu interesse, mas diante da escassez de recursos será muito difícil conseguir. Eles prometem cobrar mais e criar obstáculos à administração.

CURIOSO – Por outro lado, durante evento de lançamento do programa esporte total, a própria prefeita Fabia Porto disse que parte do material e uniforme entregues na solenidade são fruto de emendas impositivas do vereador Maurício Platz.

FREIO – A Câmara isabelense aprovou essa semana projeto de lei que obriga as concessionárias de serviços a apresentar planejamento quadrimestral de todas as intervenções que necessitarem de interrupção de circulação de pedestres ou veículos nas vias públicas. A Lei, de autoria dos vereadores Márcio Pinho, Paulinho Investigador e Ademar Barbosa, autoriza ainda a Prefeitura a fiscalizar, embargar e multar qualquer obra que exija a recomposição do pavimento que só poderão ser iniciadas mediante autorização do executivo.

FREIO 2 – O novo texto põe um freio na abertura de valas e valetas pela Sabesp, cujo trabalho esta deixando a cidade mais esburacada que queijo suíço. Difícil será programar com antecipação os vazamentos dos ramais antigos da rede de abastecimento de água. 

ANTI DROGAS – O vereador Paulinho Investigador apresentou um requerimento solicitando fiscalização do uso do narguilé em locais públicos. Lembrou que a prefeitura já tem ferramentas para fazer cumprir a lei de sua autoria. O Vereador que é profissional da repressão a crimes anda querendo que a Prefeitura faça o que a polícia não faz.

CANIL – O vereador Maurício Platz quer saber tudo sobre o canil municipal onde estão alojados mais de cem animais. Ele usou a Tribuna para dizer que sabe que há funcionários em desvio de função, razão pela qual os poucos que estão trabalhando no local estão sobrecarregados. 

CANIL 2 – Maurício criticou também o fato de que somente uma médica veterinária é responsável por todas as atividades no canil e lembrou que, pelo TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) celebrado ainda na época do prefeito Helio Buscarioli, são dois os profissionais que devem atuar no local.

CANIL 3 – Maurício garante que basta suspender a gratificação de dois funcionários privilegiados da administração municipal para ter dinheiro suficiente para pagar mais um veterinário, ampliando as possibilidades de atender a demanda de castrações.

SEM BIKE – Apesar de proibido do uso de bicicleta no interior da Praça da Bandeira, todos os dias jovens se aglomeram fazendo manobras arriscadas e colocando pessoas ao risco. Moradores reclama inclusive da agressividade dos jovens que, segundo os usuários da praça, provocam e incentivam brigas.

SEM BIKE 2 – Apoiado na indicação dos pais o vereador Alencar Galbiatti entrou com uma indicação solicitando da Prefeitura Municipal providências no sentido de proibir o trânsito de bicicletas nas praças municipais. A proibição já existe: falta é fiscalização e autoridade.