Mortes por Aids diminui no Estado de São Paulo

Na celebração do Dia Mundial de Combate à Aids (1 de dezembro), o Estado de São Paulo anuncia redução na mortalidade provocada pela doença

Saúde Em 29/11/2013 01:31:48

Em 2012, ocorreram 2.767 óbitos por Aids no Estado de São Paulo. Este volume é três vezes menor do que o registrado no ano de pico de ocorrência, em 1995 (7.739) e encontra-se entre os totais observados em 1989 (1.661) e 1990 (3.098), primeira década da epidemia de Aids. Desde 1980, já foram registradas 103.267 mortes no Estado provocadas por essa doença. A pesquisa é realizada pela Fundação Seade, com base nos óbitos registrados nos Cartórios de Registro Civil. 

A epidemia de Aids registrou, em 1986, a ocorrência de 39 mortes masculinas para cada morte feminina. Entretanto, ela logo atingiu as mulheres e nove anos mais tarde, em 1995, esta relação já era de 3 para 1. No início do século XXI, tal relação diminuiu ainda mais e chegou a duas mortes masculinas para cada feminina, permanecendo assim até os dias de hoje. A queda na relação das ocorrências de morte entre os sexos é forte indicativo da relevante expansão da epidemia de Aids entre as mulheres.

O ano de pico da mortalidade por Aids entre os homens foi 1995, quando foram registradas 5.850 mortes. Entre as mulheres, tal ocorrência deu-se entre 1995 e 1996, com certa estabilidade nestes dois anos (1.889 e 1.898 óbitos, respectivamente). A partir deste momento, a tendência é nitidamente declinante para ambos os sexos, registrando-se 1.856 casos fatais masculinos e 911 femininos, em 2012.

O padrão etário da mortalidade por Aids é bem distinto entre os sexos e foi se alterando ao longo do tempo. A primeira constatação é o aumento de dez anos na idade média dos indivíduos que morreram de Aids no período de 1990 a 2012, que passou de 33,4 para 43,7 anos, entre os homens, e de 29,1 para 43,0 anos, entre as mulheres. Este é um indicador do envelhecimento das mortes por Aids, que resulta da maior sobrevida dos doentes.

A expressiva reversão na evolução da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo e no Brasil deveu-se, principalmente, aos avanços da terapia antirretroviral altamente potente (Highly active antiretroviral therapy – Haart) e à distribuição universal e gratuita dos medicamentos assegurada pelo Ministério da Saúde, desde 1996. A partir deste ano, observou-se relevante aumento na sobrevida dos doentes de Aids, com melhoria de sua qualidade de vida.