Mortalidade Infantil, retrato da saúde pública

Pior média de mortalidade infantil, de 2012 a 2016, é de Igaratá

Saúde Em 03/08/2018 22:19:34

por Érica Alcântara

A taxa de mortalidade infantil voltou nesta semana a ser alvo de debates depois que um candidato a presidência explicou, numa entrevista concedida ao programa televisivo “Roda Viva”, que os partos prematuros interferem nos índices.

Aparentemente interferem, a Agência Brasil publicou um artigo em 2016 com base num estudo feito pela organização não governamental (ONG) Prematuridade.com. De acordo com a entidade, o nascimento prematuro figura como a principal causa de mortalidade infantil até 5 anos de idade em todo o mundo. No Brasil, os números revelam que, a cada 30 segundos, um bebê morre em consequência do parto antecipado. “O nascimento de um prematuro deixa sequelas psicológicas permanentes para os pais e pode acarretar sequelas de saúde para os bebês”, destacou a ONG.

Aqui na região, os últimos dados divulgados em 2016 pelo Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, revelam que Arujá foi a cidade com a maior Taxa de Mortalidade Infantil naquele ano quando fechou com o índice de 15,3; seguida de Santa Isabel com 14; Guararema com 9,3 e Igaratá com 7,6.

Mas na média histórica de mortalidade, Igaratá é a cidade com o pior resultado, pois de 2012 a 2016 registrou índice de 13,1, tendo em 2014 obtido índice de 21,9, índice 90% maior do que a taxa de mortalidade do Estado de São Paulo (11,4) dado divulgado para aquele ano.

Para a Organização Mundial da Saúde, a Taxa de Mortalidade Infantil é um dos principais indicadores das ações na área da saúde pública. Por meio dela, é possível refletir e avaliar não apenas a saúde infantil, mas as condições de vida de uma população.

A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) é calculada dividindo o número de óbitos de menores de um ano de idade, pelo número de nascidos vivos, multiplicado por 1.000 (na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado).