Mortalidade infantil cresce na região

Indicador norteia a gestão de saúde pública dos municípios. Santa Isabel obteve redução, mas Arujá, na contramão do Estado de São Paulo, sofreu aumento da taxa de mortalidade infantil

Saúde Em 07/12/2018 21:27:01

Comparado ao ano anterior, o país e o estado de São Paulo registraram queda da taxa de mortalidade infantil. O Brasil de 13,3 em 2016 para 12,8 em 2017. E São Paulo de 10,9 para 10,7. Na região, Arujá e Guararema foram na contramão registrando aumento da taxa.

Os dados são da Fundação Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). Comparativamente entre os municípios: Arujá, Guararema, Santa Isabel, Igaratá e Jacareí, somente Santa Isabel obteve melhoras, com a queda da mortalidade infantil, as demais registraram aumento da taxa. O pior resultado é do município arujaense, onde o prefeito é médico, Dr. José Luiz Monteiro, e tinha na ocasião da candidatura o projeto de instauração de uma UTI Neonatal que não se realizou.

Dos dez municípios que compõem o Alto Tietê, metade apresentaram aumento da taxa de mortalidade infantil, são eles Arujá, Biritiba Mirim, Guararema, Poá e Salesópolis. As cidades que registraram redução são: Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Suzano. A capital paulista registrou 8,9 mortes a cada mil bebês nascidos vivos.

A Taxa de Mortalidade Infantil é um indicador da qualidade dos serviços de saúde, saneamento básico e educação de uma cidade, país ou região.

Importa esclarecer que o município de Igaratá não registrou dados em 2017. Os registros vão de 2012 à 2016, mas Jacareí que é referência de atendimento médico aos igarataenses registrou aumento da taxa de mortalidade infantil de 11,1 em 2016 para 11,9 em 2017.

Santa Isabel responde 

De acordo com a secretária de Saúde de Santa Isabel, Estela Santana, o município adotou algumas medidas que contribuíram com a redução da taxa: “Apoiamos e mantemos ativo a Comitê Municipal de Vigilância ao Óbito, Materno Infantil e Fetal que analisa as possíveis causas de cada perda. Mantemos a adesão ao programa Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, que aprimora a assistência ao pré-natal e parto e nas 11 unidades da rede de atenção básica os profissionais estão capacitados para atender as gestantes e ainda há o ambulatório para atender o pré-natal de alto risco em que as gestantes são monitoradas”, diz Estela.

A Secretária conta que em 2017, de 475 grávidas somente 11 deixaram de fazer o pré-natal. Os exames são feitos nos postos de saúde mais próximos das residências das gestantes, só a ultrassonografia é feita no Hospital Santa Casa. “A taxa de mortalidade isabelense é aceitável, mas trabalhamos para sua redução ano a ano. Em relação aos óbitos infantis de 2017, a maior parte foi em neonatal precoce e tardia, muito relacionado ao nascimento de prematuros extremos, onde toda a assistência é dada, mas a complexidade de cada caso levou ao óbito inevitável”, diz Estela.

Arujá responde

Sobre o aumento da taxa de mortalidade infantil, a Secretaria de Saúde de Arujá informa que a maternidade Municipal Dalila Ferreira Barbosa registrou 930 partos em 2017 e oito óbitos, dos quais cinco em prematuridade extrema.

Os índices subiram em metade das cidades do Alto Tietê e o assunto é também tratado pelo Comitê Regional de Mortalidade Infantil. Arujá destaca que independente dos índices de mortalidade atua diariamente para melhorar a qualidade do pré-natal na atenção básica. “Usamos os parâmetros da Rede Cegonha, que promove a busca ativa das gestantes faltantes, entre outros fatores”, informa.

Referente a UTI Neonatal, a Secretaria de Saúde de Arujá informa que não há no momento projeto para implantação da mesma na Maternidade Dalila Ferreira Barbosa, e um estudo da pasta, de 2016, não demonstra necessidade do serviço no momento.