Moradores desabafam contra obras

Alterações de itinerários, interrupções do tráfego e velocidade dos veículos foram principais reclamações com relação às obras de interligação.

Cidades Saúde Construção & CIA Em 25/11/2016 21:55:23

 

Mais de 70 moradores do Bairro Boa Vista e arredores das obras de interligação das represas do Jaguari e Atibainha desabafaram com representantes da Sabesp (Saneamento Básico do Estado de São Paulo) os problemas que estão sofrendo em decorrência dos trabalhos.

A reunião na tarde de quinta-feira passada (24/11/16) foi na Capela São Roque onde os moradores se encontraram com três engenheiros e uma equipe do setor de comunicação social da empresa. O engenheiro Adriano de Carvalho Barbosa, responsável pela fiscalização das obras, tentou valorizar o trabalho da empresa apresentando um filme mostrando a grandiosidade das obras de interligação mencionando até mesmo o peso de cada um dos tubos utilizados no processo de transferência da água.

- Para que eu quero saber o peso do tubo? Perguntou a Professora Iara Soares. Quero saber é quando vamos começar a receber os benefícios prometidos pela empresa antes das obras? Todos nós sabemos de sua importância, mas estamos sendo sacrificados pela falta de informação, pelo tráfego de veículos, pela poeira, pela lama e especialmente pela falta de respeito para com a população! Afirmou indignada.

Falta de respeito - foi o tema que predominou na reunião de cerca de duas horas que contou com a presença do prefeito eleito Dr. Celso Palau; dos vereadores Dito Carlos e Jair, além de vereadores eleitos, ex-vereadores e moradores das adjacências.

A principal reclamação girou em torno dos problemas gerado pela construção das valas no mesmo leito das estradas vicinais, uma exigência dos órgãos ambientais para licenciar a obra: - Eu seguia com a ambulância com um paciente e o caminhão interrompeu a estrada e queria que eu desse marcha ré, contou o motorista José Maria Simão. – Quem tem prioridade?, questionou.

Velocidade dos carros e caminhões nas estradas e no acesso ao bairro, diante da escola, rompimento da canalização do abastecimento de água potável da comunidade, lama e destruição de pavimentos foram queixas que, ao lado das reclamações de natureza individual, tomaram conta e, em certos momentos, deixaram tenso o clima do encontro que, tornou-se mais leve quando o prefeito eleito, Dr. Celso Palau, tomou a palavra e resumiu: “Todos os problemas que estão sendo apontados foram previstos no relatório de impacto da obra. O que ficou claro aqui é que a fiscalização por parte da Sabesp e a pressa das empreiteiras em concluir as obras estão criando impactos que podem ser minimizados. É preciso que a Sabesp assuma o seu papel e acompanhe mais de perto o desenrolar dos trabalhos”.

Ao final ficou claro que: a partir de dezembro, durante quatro meses, a via de acesso ao bairro da Boa Vista ficará com apenas uma das mãos de direção, submetendo o tráfego ao sistema de “segue-para” sob controle das empreiteiras. Durante todo esse período o tráfego estará reduzido a velocidades mínimas no trecho.

Entre as obras de compensação está a implantação de uma Estação de Tratamento de Água que, embora não confirmado pelo engenheiro Adriano, deve representar no futuro uma cobrança pelo fornecimento de água do bairro, atualmente gratuito.

A reunião terminou sem promessas de soluções mas, certamente com uma lista enorme de reclamações não apenas da comunidade, mas dos moradores que, individualmente, estão vivenciando a trágica experiência de conviver com uma obra desse porte.